CDB e Imposto de Renda: como um erro comum pode diminuir seus ganhos

Pessoas que investem em CDBs para formar uma reserva de emergência costumam pensar que adquirir títulos com prazos curtos é uma boa estratégia, acreditando que é equivalente a escolher papéis com vencimento mais longo. No entanto, essa ideia não se confirma na prática. É fundamental distinguir entre o dinheiro que deve ter alta liquidez, disponível rapidamente, e aquele que pode ficar investido por prazos maiores, para evitar que o Imposto de Renda comprometa o rendimento do investimento.

Quando você resgata um CDB, o imposto de renda cobrado varia conforme o período em que o dinheiro ficou aplicado: resgates antecipados sofrem alíquotas maiores. Essa tabela regressiva de IR faz com que quanto mais curto for o prazo antes do resgate, maior é o imposto descontado.

Um estudo da área de Investimentos do Nubank mostra claramente quanto o imposto pode impactar negativamente a eficiência de uma carteira quando o tempo do investimento não é calculado corretamente.

Imagine que você adquiriu CDBs de curto prazo, com a intenção de ter acesso rápido ao dinheiro, mas acabou não precisando utilizá-lo durante cinco anos. Nesse período, você foi vendendo e recomprando CDBs curtos diversas vezes para manter a liquidez do valor investido.

Esse comportamento traz prejuízos substanciais no retorno líquido final. Considerando um CDI histórico de 10% ao ano, se você renovou 20 vezes CDBs de três meses em cinco anos, pagando IR nas 20 operações com a maior alíquota de 22,5%, seu retorno líquido ficaria em apenas 7,69% ao ano.

Para exemplificar, aplicando R$ 10 mil, após cinco anos esse valor seria transformado em R$ 14.481,87.

Por outro lado, caso você tivesse investido em um único CDB com vencimento para cinco anos, mantendo-o até o final, teria pago o IR pela menor alíquota, de 15%, e seu rendimento líquido subiria para 8,72% ao ano.

Nessa situação, os mesmos R$ 10 mil iniciais resultariam em R$ 15.189,34 — um aumento de 5% no retorno.

É importante lembrar que a reserva de emergência deve ser um recurso disponível a qualquer momento. Se o investidor adquirir um CDB de longo prazo e precisar resgatar antes do vencimento, o IR será cobrado conforme o tempo em que o dinheiro ficou aplicado, e o resgate terá o valor de mercado do título na data, não a rentabilidade originalmente prevista.

Portanto, organizar bem o dinheiro entre investimentos realmente líquidos e aqueles para prazos maiores pode fazer muita diferença no desempenho da carteira, evitando perdas desnecessárias provocadas pela tributação.

Para quem deseja comparar CDBs com outras aplicações, existe uma calculadora que pode auxiliar no entendimento dos diferentes cenários de investimento.

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