Ibovespa B3 alcança novo recorde fechando acima dos 191 mil pontos; dólar recua a R$ 5,15
Na última terça-feira (24), o Ibovespa B3 atingiu seu maior nível de fechamento da história, superando a marca dos 191 mil pontos. O principal índice da bolsa brasileira teve uma valorização de 1,40%, encerrando o pregão aos 191.490,40 pontos, impulsionado pelo aumento da confiança dos investidores no cenário internacional.
O otimismo global foi sustentado pela confirmação de que as tarifas comerciais implementadas pelos Estados Unidos entrariam em vigor com alíquota de 10%, valor inferior aos 15% inicialmente anunciados pelo presidente Donald Trump no final da semana anterior. Apesar do alívio frente ao montante menor, essa decisão ainda gera incertezas no mercado.
No contexto nacional, o Banco Central divulgou que as contas externas brasileiras apresentaram déficit de US$ 8,360 bilhões em janeiro, representando uma melhora em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo foi maior, de US$ 9,809 bilhões nas transações correntes.
Além dos fatores externos e do resultado das contas externas, um destaque no Ibovespa foi a valorização das ações da Petrobras (PETR4), que subiram 2,54% mesmo diante da queda significativa dos contratos futuros de petróleo no mercado internacional. Outro ponto positivo foi a alta de 0,39% das ações da Vale (VALE3), impulsionada pelo reinício das negociações de minério de ferro na China, após o feriado prolongado no país asiático.
Desempenho do Ibovespa e movimentação financeira
Ao longo do dia, o índice oscilou entre a mínima de 188.854,45 pontos e a máxima histórica intradiária de 191.780,77 pontos. O volume financeiro negociado na bolsa chegou a R$ 31,8 bilhões, evidenciando a movimentação intensa do mercado.
Principais variações diárias no mercado de ações
Entre as maiores valorizações das ações destacaram-se:
- IRBR3 com alta de 7,26%, cotada a R$ 64,25;
- VAMO3 valorizada em 6,40%, fechando a R$ 4,82;
- NATU3 com aumento de 6,40%, negociada a R$ 9,98;
- SMTO3 subindo 6,34%, a R$ 17,45;
- YDUQ3 com alta de 6,16%, cotada a R$ 13,96.
Por outro lado, as maiores quedas do dia foram observadas em:
- BEEF3 recuando 4,43%, a R$ 5,39;
- CSMG3 com baixa de 2,84%, cotada a R$ 57,22;
- GOAU4 diminuindo 2,46%, a R$ 9,50;
- MGLU3 em queda de 2,31%, negociada a R$ 10,13;
- GGBR4 recuando 2,22%, a R$ 21,13.
Comportamento do dólar no mercado cambial
O real teve seu quarto dia consecutivo de valorização frente ao dólar na terça-feira, comprovando a retomada da moeda nacional. O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,26%, sendo cotado a R$ 5,15, o menor valor desde maio de 2025.
Segundo Bruno Shahini, especialista da Nomad em investimentos, a redução da alíquota de tarifas nos EUA para 10%, abaixo do valor inicialmente esperado, favoreceu a melhora do apetite por risco nas bolsas globais, beneficiando tanto as negociações brasileiras quanto as internacionais.
Alta nas bolsas de Nova York impulsionada pela redução das tarifas dos EUA
Esse aumento do otimismo foi também sentido nas bolsas americanas, que responderam positivamente à decisão de adotar alíquotas menores àquelas anunciadas inicialmente por Trump. O índice Dow Jones avançou 0,76%, o S&P 500 teve crescimento de 0,77% e o Nasdaq registrou alta de 1,05%.



