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Ele iniciou sete empresas sem sucesso até fundar uma das companhias de maior crescimento no Brasil

Thiago Eik, natural do Paraná, superou uma série de tentativas frustradas para estabelecer a Bankme, uma empresa de soluções financeiras que dobrou seu tamanho em 2024 e já presta serviços para centenas de clientes corporativos.

A Bankme surgiu com o propósito de transformar o acesso a crédito para empresas de médio porte no país, por meio de um modelo inovador chamado Mini Banco.

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Essa modalidade permite aos empresários gerenciar seu próprio recurso de crédito, estabelecendo governança, políticas de concessão, estrutura de funding, controle de capital e relacionamento direto com clientes e fornecedores, sem depender do sistema bancário convencional.

A empresa foi criada em setembro de 2020 por Thiago Eik e André Bravo. Apesar da concentração do setor financeiro em São Paulo, decidiram manter a operação em Londrina, Paraná. Thiago costuma viajar mensalmente para São Paulo, mas a empresa permaneceu firme no interior do país.

Inicialmente, consideraram mudar definitivamente para São Paulo, mas com o tempo, a Bankme conquistou um espaço significativo em Londrina, sendo atualmente reconhecida como uma das maiores startups da região.

Essa escolha também influenciou a formação da equipe. Thiago, que é o CEO, observa que muitos profissionais experientes estão em busca de melhor qualidade de vida e escolhem cidades como Londrina para atuar.

História da Bankme

Thiago Eik tem 39 anos, é formado em Direito e cresceu numa família modesta, com sua mãe professora e seu pai empresário de pequeno porte no ramo de caminhões. Apesar da formação jurídica, nunca atuou na advocacia, direcionando cedo seu interesse para o empreendedorismo.

Seu primeiro empreendimento ocorreu aos 19 anos, desenvolvendo uma tecnologia para tanquinhos de lavar roupa, que hoje está presente em 100% do mercado nacional desse eletrodoméstico.

Mais tarde, Thiago atuou como secretário municipal de Indústria e Comércio em Ibiporã (PR), sua cidade natal, experiência que considera muito positiva. Decidiu, no entanto, voltar ao setor privado e empreender plenamente.

Durante sua trajetória, entrou em sete negócios em vários setores, como indústria, alimentação, serviços financeiros e imobiliário, mas enfrentou dificuldades e pouco retorno. A falta de foco foi apontada como principal motivo para esses insucessos.

Foi nesse contexto que Thiago se uniu a André Bravo, também advogado e empreendedor com experiência em varejo e duas startups. André hoje é o COO da Bankme.

Expansão e crescimento

A empresa começou modestamente, em um escritório improvisado no depósito do contador, pagando cerca de R$ 700 de aluguel mensal. A equipe inicial teve somente três pessoas – os dois sócios e uma funcionária.

Com o aumento do volume de trabalho, a Bankme mudou para sua quarta sede e agora conta com 85 colaboradores, sendo 20 exclusivamente na área comercial.

Esse crescimento propiciou a entrada da empresa no ranking EXAME Negócios em Expansão 2025. A receita operacional líquida da Bankme chegou a R$ 4,3 milhões em 2024, um crescimento de 104% em relação a 2023.

Como funciona o modelo de negócio

A Bankme atende companhias distribuídas por todo o Brasil, priorizando não a localização geográfica, mas o potencial operacional dos clientes.

Em geral, seu público-alvo são indústrias com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 300 milhões, muitas localizadas fora dos grandes centros urbanos.

Segundo Thiago, empresários do interior enfrentam pressão sobre margens de lucro e ainda não exploram plenamente as opções no mercado de crédito disponíveis para eles.

A solução da Bankme estabelece uma estrutura financeira própria para cada empresa, inspirada nos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que são usados para antecipar recebíveis com recursos de investidores.

No modelo tradicional de FIDC, a empresa toma ou cede recebíveis dentro de uma plataforma criada para captar recursos no mercado. Porém, no Mini Banco desenvolvido pela Bankme, o cliente assume papel protagonista, gerindo uma estrutura exclusiva que concede autonomia para a concessão de crédito, previsibilidade de caixa e geração de novas receitas a partir da própria base de clientes.

Foco no middle market

Em 2025, a Bankme cresceu mais de 80% em faturamento, permitindo ampliar sua equipe e contratar executivos mais experientes.

Até o momento, a solução já auxiliou cerca de 200 empresas na expansão de seus negócios usando o Mini Banco, e a previsão é alcançar entre 330 e 350 clientes operando até o final de 2026.

A Bankme administra aproximadamente R$ 500 milhões, com meta de dobrar esse montante no ano corrente.

Recentemente, Thiago deixou a posição de CEO para assumir a presidência do conselho da empresa, com o intuito de dedicar mais tempo aos relacionamentos com clientes e parceiros estratégicos.

Sobre o ranking Negócios em Expansão

O ranking EXAME Negócios em Expansão, realizado em parceria com o BTG Pactual, identifica as empresas brasileiras emergentes que mais aumentaram sua receita operacional líquida em 12 meses.

Na edição de 2025, foram avaliadas 470 empresas que inovam, ganham mercado e geram milhares de empregos pelo país.

O ranking é referência para entender o crescimento e o desenvolvimento de negócios promissores no Brasil.

Fonte

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