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Xi Jinping destaca cúpula “histórica” com Trump e afirma que vários avanços foram conquistados

O presidente da China, Xi Jinping, elogiou os resultados obtidos durante seus encontros com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltando que um acordo significativo foi firmado para estabelecer uma nova dinâmica nas relações bilaterais entre os dois países. Apesar das tensões ainda existentes e da ausência de anúncios detalhados sobre acordos, Xi demonstrou otimismo em relação à condução do diálogo.

Em seu discurso ao receber Trump no Zhongnanhai, local que serve como sede do Partido Comunista Chinês e residência dos principais líderes do país, Xi considerou a visita como “histórica e marcante”. Ele afirmou que ambos os países criaram uma “relação estratégica construtiva e estável”, qualificando o momento como um marco. Segundo ele, diversos resultados concretos de cooperação foram alcançados durante esse encontro.

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De acordo com um comunicado emitido pela agência oficial chinesa Xinhua na sexta-feira, antes da saída de Trump a bordo do Air Force One, Pequim e Washington chegaram a um “consenso importante” para preservar uma relação econômica e comercial estável, ampliando ao mesmo tempo a colaboração em diferentes áreas. Até o momento, nenhum detalhe sobre os acordos comerciais foi compartilhado, e a expectativa é que possam ser revelados nos próximos dias.

O encontro aconteceu após uma recepção calorosa e cerimônias cuidadosamente organizadas na capital chinesa. Durante quase duas horas e meia de conversas na quinta-feira, os presidentes adotaram uma postura positiva em relação às relações entre EUA e China, mesmo discutindo assuntos delicados como comércio, a situação em Taiwan e o conflito com o Irã.

Realizado no complexo Zhongnanhai, um local simbólico e altamente reservado ao lado da Cidade Proibida, o encontro enfatizou o gesto de hospitalidade da China. Apenas poucos presidentes americanos já tiveram acesso a esse espaço, entre eles Richard Nixon, que em 1972 foi o primeiro a visitar o país e a se reunir com Mao Tsé-Tung naquele local, além de George W. Bush, que esteve lá em duas ocasiões, e Barack Obama, em 2014.

Durante o encontro, Xi e Trump caminharam juntos pelo jardim do complexo, parando para observar as árvores e a vegetação local. Xi compartilhou a história do lugar por meio de um intérprete e chegou a sugerir o envio de sementes de rosas para Trump, que apoiou a ideia com elogios às flores presentes no local.

Apesar da atmosfera amistosa, as relações entre as duas economias mais influentes do mundo ainda enfrentam desafios importantes. No discurso de abertura da cúpula, Xi fez seu alerta mais firme até então sobre a questão de Taiwan, enfatizando que uma má gestão desse tema poderia provocar confrontos entre as potências.

Também em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi teria oferecido assistência em relação ao conflito com o Irã, embora a China não tenha confirmado explicitamente tal compromisso. A Casa Branca divulgou nota informando que ambos os países concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o fluxo livre de energia.

Trump informou ainda que a China concordou em comprar 200 aviões da Boeing, número menor do que os 500 modelos 737 Max e outras aeronaves de grande porte que estavam previstos em um acordo histórico anterior entre as companhias aéreas chinesas e a Boeing.

Em paralelo, Estados Unidos e China estão negociando um mecanismo para acelerar alguns investimentos chineses já acordados, além de discutir uma possível redução de tarifas para uma série de produtos considerados não essenciais, conforme concedeu o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, em entrevista à CNBC realizada em Pequim.

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