Anúncio
Anúncio

Anúncio
Anúncio

AtlasIntel: Lula amplia liderança e Flávio Bolsonaro perde pontos após divulgação do caso Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-MG) e retomou a liderança nas intenções de voto para o segundo turno, conforme mostra a pesquisa AtlasIntel publicada nesta terça-feira. Esse é o primeiro estudo divulgado após a exposição de conversas entre o pré-candidato do PL e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do extinto Banco Master. Além disso, a rejeição a Flávio também sofreu alta.

Em abril, Flávio liderava com 47,8% contra 47,5% de Lula. Atualmente, o petista aparece com 48,9% e o senador com 41,8%, indicando uma queda de cerca de seis pontos percentuais para Flávio em menos de um mês. Paralelamente, o percentual de indecisos ou de pessoas que optam por votar em branco ou anular voto saltou de 4,7% para 9,3%.

Anúncio
Anúncio

A pesquisa, com margem de erro de 1 ponto percentual, foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, abrangendo 5.032 entrevistados pela internet. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06939/2026.

Contexto e impacto para o mercado

É relevante destacar que, quando há sinais de aprovação crescente ao governo atual, o apetite por risco no Brasil tende a diminuir. Isso porque a expectativa sobre uma possível mudança de administração é menor. Muitos investidores acreditam que uma eventual troca poderia aumentar o risco fiscal.

Além disso, com a popularidade elevada, o governo pode sentir menos pressão para aplicar medidas de ajuste fiscal, optando por políticas de estímulo ou de cunho eleitoral. Por essa razão, o mercado financeiro acompanha atentamente pesquisas como esta.

Detalhes da pesquisa e repercussão do caso Vorcaro

A coleta dos dados começou no mesmo dia em que o site Intercept Brasil divulgou um áudio em que Flávio cobra de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master atualmente preso por suspeita de crimes financeiros, o pagamento de parcelas do financiamento para o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse”. Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para o projeto. Flávio nega proximidade com Vorcaro e afirma que não houve irregularidades, assegurando que os recursos foram integralmente destinados ao filme.

Nesta rodada de pesquisa, Flávio Bolsonaro registrou a maior taxa de rejeição, alcançando 52%, ante 49,8% em abril. Lula manteve rejeição em torno de 50,6%, ligeiramente em queda ante os 51% anteriores.

Houve também mudança na percepção sobre “qual resultado eleitoral preocupa mais”. Em abril, 47,3% dos entrevistados manifestaram medo da reeleição de Lula, mas em maio o cenário se inverteu, com 47,4% preocupados com a eleição de Flávio e 40,5% com a continuidade do atual presidente.

Perspectiva no primeiro turno

Quanto à intenção de voto no primeiro turno, com Flávio entre os candidatos, Lula oscilou de 46,6% para 47%, enquanto Flávio caiu de 39,7% para 34,3%. Outras candidaturas aparecem com números abaixo: Renan Santos (Missão) com 6,9%, Romeu Zema (Novo) com 5,2%, e Ronaldo Caiado (PSD) com 2,7%. O psiquiatra Augusto Cury (Avante) obteve 0,4% e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 0,2%. Indecisos representam 1,9% e brancos/nulos 1,4%.

O instituto também testou cenários sem a presença de Flávio. Em um deles, Lula atingiu 46,7%, seguido por Zema com 17% e Caiado com 13,8%. Em outro cenário, foi incluída a pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), que apareceu com 23,4%; Lula permaneceu em primeiro, com 47%, Zema ficou em terceiro com 10%. A possível candidatura de Michelle ressurgiu após as revelações envolvendo Flávio e Vorcaro, mas Flávio descarta a desistência de sua campanha.

Percepção sobre o caso Banco Master

Questionados sobre as investigações relativas ao Banco Master, 47,1% dos entrevistados afirmaram que já não votariam em Flávio, e portanto o surgimento das mensagens não alterou sua decisão. Outros 21% disseram que o caso não influencia sua intenção de voto, enquanto 13,7% afirmaram estar “muito mais dispostos” a votar nele. Percentual menor, de 9,4%, declarou estar “muito menos disposto” após a divulgação.

Quanto ao impacto na campanha, 45,1% acreditam que as conversas fortaleceram a pré-candidatura de Flávio e 19% consideram que enfraqueceram apenas parcialmente. Quinze por cento acham que a influência foi neutra e 13,4% apontam que a candidatura foi fortalecida. Apesar disso, a maioria, 84,2%, entende que Flávio deve continuar na disputa, contra 12,6% que defendem sua retirada.

O conhecimento do conteúdo das mensagens foi amplo: 95,6% conheciam as revelações do áudio e das mensagens, e 93,9% declararam ter escutado o áudio em que o senador pede o envio de recursos.

Sobre as atribuições dos supostos esquemas, 43,3% dos entrevistados apontaram os aliados de Jair Bolsonaro como o grupo político mais envolvido, 32,8% citam aliados do atual presidente Lula, 16,1% consideram que todos os grupos estão igualmente implicados e 7,1% acusam políticos do Centrão.

Avaliação do governo Lula

Quanto à avaliação do governo Lula, a desaprovação diminuiu ligeiramente, passando de 53% em abril para 51,3% em maio, embora permaneça maioritária. A aprovação oscilou de 47% para 47,4% no mesmo período.

Em relação à percepção da gestão, 48,4% classificam o terceiro mandato como ruim ou péssimo, queda ante os 51% do mês anterior. Por outro lado, 42,9% consideram o governo ótimo ou bom, ligeiro aumento ante os 42%. A avaliação regular passou de 7% para 8,7%.

Fonte

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Rolar para cima