Mercados iniciam 2026 com movimentação moderada, destaque para IA e expectativa sobre o Federal Reserve
Os mercados financeiros começaram o ano de 2026 de forma calma, dado que a agenda econômica está praticamente sem indicadores relevantes, mas ainda assim os investidores mantêm um alto grau de expectativa.
Na Ásia, as bolsas encerraram o primeiro pregão do ano em alta, com destaque para o mercado sul-coreano que alcançou recordes históricos, impulsionado pelo otimismo contínuo em torno da inteligência artificial (IA). Esse otimismo está ligado às previsões de forte demanda por semicondutores e outros equipamentos essenciais para data centers.
Nos Estados Unidos, o principal foco permanece na liderança do Federal Reserve (Fed). Donald Trump indicou que deve revelar em janeiro seu nome para substituir Jerome Powell à frente do banco central, enquanto também pressiona por cortes nas taxas de juros. Entretanto, o mercado já considera a possibilidade de uma pausa no ciclo de flexibilização monetária, após Powell ter afirmado que o Fed precisa de mais tempo para analisar os dados econômicos em evolução.
No cenário brasileiro, as atenções se voltam para o calendário eleitoral, que historicamente gera maior volatilidade, incertezas sobre as finanças públicas e influencia as decisões do Banco Central em relação à política monetária.
Perspectiva do mercado brasileiro
No último pregão de 2025, o Ibovespa registrou alta de 0,40%, fechando aos 161.125,37 pontos. Esse desempenho anual representou uma valorização de 34% no ano, o melhor resultado desde 2016.
O dólar à vista finalizou as operações cotado a R$ 5,4890, com uma retração de 1,43%. No acumulado de 2025, a moeda norte-americana desvalorizou-se 11,18% em relação ao real.
Já o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ), que é o principal fundo de índice brasileiro negociado em Nova York, apresentava queda de 0,35% no pré-mercado, cotado a US$ 31,66.
Desempenho dos mercados internacionais
As principais bolsas asiáticas encerraram o pregão em alta, enquanto as europeias operavam em território positivo. Os futuros em Nova York também indicavam recuperação.
Os preços do petróleo sofreram queda nesta manhã, com o Brent recuando 0,33%, negociado a US$ 60,65 por barril, e o WTI caindo 0,24%, a US$ 57,28 por barril.
No mercado de criptomoedas, o movimento foi de valorização: o bitcoin avançou 1,8%, sendo negociado próximo a US$ 89 mil, e o ethereum subiu 2,2%, cotado em torno dos US$ 3 mil.
Programação econômica prevista para 2 de janeiro de 2026
Os indicadores que constam na agenda do dia incluem:
- 06h – Zona do Euro – PMI industrial
- 06h30 – Reino Unido – PMI industrial
- 08h – Brasil – IPC-S
- 11h45 – EUA – PMI industrial
- 12h – EUA – Investimentos em construção
Resumo dos principais índices e ativos na manhã desta sexta (2)
Bolsas asiáticas
Tóquio (Nikkei) fechou em queda de 0,37%, porém Hong Kong (Hang Seng) subiu 2,76% e Xangai registrou alta de 0,09%.
Bolsas europeias com mercado aberto
Londres (FTSE 100) avançou 0,64%, Frankfurt (DAX) valorizou 0,47% e Paris (CAC 40) teve alta de 0,46%.
Futuros em Wall Street
Nasdaq cresceu 1,08%, S&P 500 subiu 0,63% e Dow Jones aumentou 0,33%.
Commodities
O ouro valorizou 1,31%, cotado a US$ 4.397,45 por onça-troy. O minério de ferro estava em feriado na Bolsa de Dalian, na China.
Criptomoedas
Bitcoin apresentava alta de 1,8%, a US$ 89.287,75, e ethereum subia 2,2%, negociado a US$ 3.044,89.



