Ibovespa Avança a 163 Mil Pontos com Alta da VALE3 e Dólar em Queda

Ibovespa Avança a 163 Mil Pontos com Alta da VALE3 e Dólar em Queda

Ibovespa avança a 163 mil pontos impulsionado por forte alta da VALE3; dólar recua para R$ 5,37

No pregão desta terça-feira (6), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, reagiu positivamente, alcançando a marca dos 163.663,88 pontos, refletindo uma valorização de 1,11%. A alta foi amplamente sustentada pela valorização da VALE3, que registrou crescimento de 3,7%. O volume financeiro movimentado na B3 atingiu R$ 25,1 bilhões, com as cotações do índice variando entre 161.869,76 pontos na mínima e 164.135,03 pontos na máxima do dia.

A valorização das ações da mineradora Vale foi impulsionada pelo aumento do preço do minério de ferro no mercado internacional, que atingiu seu maior patamar em mais de cinco meses. Este comportamento positivo da commodity foi sustentado pela demanda firme da China, maior consumidora mundial, e pelo contexto favorável nos mercados acionários globais.

Além disso, o cenário global apresentou maior apetite por risco, favorecido pela ausência de novidades significativas no campo das tensões geopolíticas, especialmente em relação à Venezuela. Desde a intervenção dos Estados Unidos no país sul-americano, que culminou na detenção do presidente Nicolás Maduro, os mercados não apresentam reações expressivas imediatas.

Especialistas atribuem essa resposta contida dos mercados às diversas incertezas persistentes em torno do futuro político venezuelano e da capacidade do país de produção de petróleo. É relevante destacar que a Venezuela representa menos de 1% da produção mundial de petróleo e necessita de investimentos substanciais para expansão da sua infraestrutura produtiva, limitando impactos imediatos na oferta global.

Desempenho do Ibovespa

Durante o dia, o índice oscilou entre os valores de 161.869,76 e 164.135,03 pontos, com uma negociação total de R$ 25,1 bilhões na bolsa brasileira, demonstrando a confiança dos investidores condicionada aos fatores macroeconômicos e setoriais apresentados.

Comportamento do dólar

No mesmo período, o dólar comercial apresentou queda pelo segundo dia consecutivo, recuando 0,48% para encerrar cotado a R$ 5,37. Segundo o especialista Bruno Shahini, da Nomad, tal declínio foi resultado de um ambiente externo que permanece favorável aos ativos de risco, combinado com o ingresso gradual de divisas no mercado doméstico, o que amplia a oferta da moeda norte-americana no Brasil.

Bolsas norte-americanas sob influência de juros e política

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam em níveis recordes: o Dow Jones registrou alta de 0,99%, o S&P 500 subiu 0,62% e o Nasdaq avançou 0,65%. A menor pressão das questões políticas permitiu que os investidores focassem nas expectativas de cortes nas taxas de juros ao longo do ano, o que sustenta a tendência positiva das bolsas americanas.

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