Small Caps Promissoras: As Melhores Para Investir e Ter No Radar

Small Caps Promissoras: As Melhores Para Investir e Ter No Radar

Após alta de 200% em 2025, small caps para acompanhar em 2026

As small caps, conhecidas por terem menor capitalização na Bolsa, tiveram um desempenho notável em 2025, com altas que ultrapassaram 200%. Considerando seu tamanho reduzido e elevado potencial de retorno, o setor ainda apresenta oportunidades interessantes para 2026.

De acordo com especialistas consultados pelo Money Times, empresas que combinam resultados consistentes com expansão de receita, baixa alavancagem e balanço financeiro sólido estão entre as melhores opções para proporcionar bons ganhos.

Na Terra Investimentos, o analista Régis Chinchila destaca várias empresas com forte interesse para o longo prazo, como C&A (CEAB3), Dexco (DXCO3), Camil (CAML3), Intelbras (INTB3) e Plano & Plano (PLPL3).

Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos, reforça que as small caps tendem a entregar retornos superiores, especialmente se a redução dos juros ocorrer neste ano. Ela observa que o valuation ainda está atrativo e que investir nelas é uma estratégia eficaz para diversificar portfólios, rompendo a concentração em grandes companhias.

Ricci acrescenta que, para 2026, os principais critérios de valorização são empresas com lucros estáveis, crescimento de receita, pouco endividamento, balanço saudável e valuation descontado em comparação às grandes empresas, além da capacidade de aproveitar a prevista queda dos juros.

No entanto, a analista também alerta que as small caps apresentam maior volatilidade e menor liquidez, o que pode resultar em oscilações mais acentuadas que as das blue chips como Petrobras e Itaú, além do risco de perda de fluxo em períodos de estresse no mercado.

Em conclusão, Ricci indica que investir em small caps é recomendável em 2026, desde que os investidores adotem estratégias alinhadas ao perfil de risco adequado.

Small caps em destaque para 2026

Segundo Régis Chinchila, da Terra Investimentos, a C&A possui uma tese favorável de longo prazo, sustentada pelo fortalecimento do seu foco em moda e pelo reposicionamento da marca, que alia moda acessível a maior qualidade.

A empresa apresenta geração constante de caixa e baixa alavancagem, fatores que concedem flexibilidade para investimentos em logística, canais integrados (omnicanalidade) e modernização das lojas. O analista aponta para um preço-alvo de R$ 22, destacando a boa colocação da ação no setor varejista.

Para a Intelbras, Chinchila avalia que a empresa passará por normalização operacional após a migração dos sistemas ERP e retomará crescimento sólido, com foco especial no segmento de Segurança.

Os principais vetores de expansão são as áreas de Soluções e Projetos, Controle de Acesso e Casa Inteligente, que sustentam crescimento estrutural, enquanto a disciplina nos custos preserva margens. A companhia dispõe de caixa líquido, o que garante resiliência financeira. A previsão de preço-alvo da ação é também de R$ 22.

Quanto à Dexco, a Terra Investimentos destaca a diversificação dos negócios e a resiliência operacional, mesmo com interesses elevados.

Chinchila observa a recuperação das margens na área de madeira, o bom desempenho no segmento de celulose e a recuperação progressiva dos revestimentos, fortalecendo os resultados da empresa. A gestão do endividamento está sendo aprimorada, diminuindo riscos e ampliando a flexibilidade financeira.

Projetos estratégicos como a Casa Dexco e o crescimento por meio de franquias ampliam a presença no varejo. Com a reestruturação em andamento, a empresa se posiciona para um crescimento mais sustentável, com preço-alvo estimado em R$ 7.

Por último, a construtora Plano & Plano apresenta uma tese atraente para longo prazo, fundamentada em execução comercial consistente, aumento nos lançamentos e crescimento do ticket médio.

O diferencial da empresa reside na forte exposição ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) junto à entrada progressiva na classe média, o que diversifica riscos e melhora a rentabilidade. Possui um landbank robusto que assegura perspectiva de crescimento, e sua alavancagem é controlada, mantendo a saúde financeira.

O cenário regulatório mais favorável ao setor habitacional também apoia a demanda estrutural pelo segmento. A empresa está bem posicionada para geração de caixa e distribuição de dividendos, com preço-alvo estimado em R$ 18.

Setores com maior potencial para small caps

Adriana Ricci destaca dois setores prioritários para investimento em small caps. O primeiro é o consumo interno e varejo, que tende a reagir positivamente com a retomada da demanda impulsionada pelo ciclo de redução dos juros.

O segundo setor ressaltado é o de infraestrutura e construção, que devem se beneficiar da recuperação econômica. A analista ressalta ainda a importância de escolher companhias que apresentem expectativa de crescimento nos lucros.

Ricci finaliza orientando que small caps apresentam melhor desempenho quando integradas a uma carteira balanceada e quando o investidor possui visão de longo prazo.

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