Quais foram os produtos e serviços que tiveram as maiores altas e quedas para o consumidor brasileiro em 2025
Embora a inflação geral tenha se mantido dentro da meta estipulada, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulando 4,26% ao longo de 2025, diversos itens registraram variações muito acima ou abaixo dessa média.
Destaque para o transporte por aplicativo, que apresentou o maior aumento entre os itens pesquisados, com alta expressiva de 56,08%. Por outro lado, o abacate foi o produto que mais sofreu redução, com queda de 42,02% no preço durante o ano.
Conforme informações divulgadas pelo IBGE, alimentos como café moído, pimentão e chocolate tiveram aumentos consideráveis. Enquanto isso, produtos essenciais da cesta básica, como arroz, feijão-preto e laranja, registraram diminuição nos valores.
Entre os dez produtos com maior crescimento de preço no IPCA de 2025, sete pertencem ao setor alimentício, dois a serviços e um ao grupo de bens pessoais. O transporte por aplicativo lidera a lista de maior variação individual.
Já entre os dez produtos que mais recuaram, a maioria são alimentos frescos ou componentes da cesta básica, com os cinco primeiros apresentando deflação superior a 24% durante o ano.
Segundo o IBGE, a supersafra histórica de 2025, que ultrapassou os 350 milhões de toneladas de grãos, foi fundamental para a redução dos preços de alimentos in natura e da cesta básica.
A energia elétrica residencial teve maior peso na inflação
Além da amplitude das variações, o IBGE aponta os itens que tiveram maior influência no cálculo geral do IPCA. A energia elétrica residencial foi o que mais impactou a inflação de 2025, contribuindo com 0,48 ponto percentual e acumulando uma elevação de 12,31% no ano.
Durante grande parte do período, o Brasil operou sob a bandeira vermelha tarifária, que acarreta custo adicional para os consumidores devido ao aumento no custo da geração de energia.
Isso se deveu aos níveis dos reservatórios hidrelétricos abaixo do esperado em função da escassez de chuvas, o que demandou maior uso de usinas termelétricas, elevando o valor da energia.
Outros itens com impactos significativos foram os cursos regulares, com 0,29 ponto percentual e alta de 6,54%; planos de saúde, com 0,26 ponto percentual e aumento de 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 ponto percentual e alta de 6,06%; e lanches, com 0,21 ponto percentual e acréscimo de 11,35%.
Na categoria de serviços, o IPCA acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, enquanto os preços monitorados, ou seja, aqueles regulados pelo governo, passaram de um aumento de 4,66% para 5,28% no mesmo período.
Produtos com maior valorização em 2025
| # | Produto | Variação (%) |
|---|---|---|
| 1 | Transporte por aplicativo | 56,08 |
| 2 | Café moído | 35,65 |
| 3 | Pimentão | 30,93 |
| 4 | Peixe – pintado | 30,86 |
| 5 | Chocolate em barra e bombom | 27,12 |
| 6 | Fisioterapeuta | 25,52 |
| 7 | Café solúvel | 25,47 |
| 8 | Joia | 25,42 |
| 9 | Manga | 21,75 |
| 10 | Chocolate e achocolatado em pó | 21,10 |
Produtos com maior queda em 2025
| # | Produto | Variação (%) |
|---|---|---|
| 1 | Abacate | -42,02 |
| 2 | Feijão – preto | -32,38 |
| 3 | Arroz | -26,56 |
| 4 | Laranja – lima | -25,47 |
| 5 | Laranja – pera | -24,87 |
| 6 | Cereais, leguminosas e oleaginosas | -23,43 |
| 7 | Azeite de oliva | -21,04 |
| 8 | Limão | -19,22 |
| 9 | Inhame | -18,64 |
| 10 | Alho | -15,88 |



