Países Com Maiores Reservas De Bitcoin Governamentais

Países Com Maiores Reservas De Bitcoin Governamentais

Dos EUA à Venezuela: países com as maiores reservas governamentais de bitcoin em 2026

Os Estados Unidos, a China e o Reino Unido se destacam como os maiores detentores governamentais de bitcoin no início de 2026, mesmo após fortes oscilações no mercado de criptomoedas e a saída significativa de recursos dos fundos negociados em bolsa (ETFs), segundo dados da plataforma Bitcoin Treasuries.

Apesar da volatilidade da principal criptomoeda do mundo, que sofreu uma queda drástica em outubro de 2025, o bitcoin permaneceu em uma faixa de preço entre US$ 85.000 e US$ 95.000 recentemente. Esse movimento reflete menor interesse em ETFs de bitcoin, os quais já registraram retiradas aproximadas de US$ 6 bilhões no quarto trimestre, conforme informações da Bloomberg Intelligence.

Governos com maiores reservas de bitcoin

Segundo a plataforma Bitcoin Treasuries, que monitora os estoques de bitcoins detidos por entes governamentais e instituições públicas, as maiores quantidades acumuladas atualmente são:

  • Estados Unidos: 328.372 BTC equivalentes a US$ 29,7 bilhões
  • China: 190.000 BTC, totalizando US$ 17,2 bilhões
  • Reino Unido: 61.245 BTC, representando US$ 5,5 bilhões
  • Ucrânia: 46.351 BTC, cerca de US$ 4,2 bilhões
  • El Salvador: 7.518 BTC, em torno de US$ 680 milhões
  • Emirados Árabes Unidos: 6.420 BTC, aproximando-se de US$ 581 milhões
  • Butão: 5.984 BTC, valendo US$ 541 milhões
  • Coreia do Norte: 803 BTC, equivalentes a US$ 73 milhões
  • Venezuela: 240 BTC, somando US$ 22 milhões
  • Finlândia: 90 BTC, com valor de US$ 8 milhões

(Participações contabilizadas em 2 de janeiro de 2026, com o bitcoin cotado a US$ 90.475,10.)

Estados Unidos ampliam reservas em bitcoin

Entre julho e o final de 2025, os EUA reforçaram seu estoque de bitcoin, passando de 198.012 para 328.372 BTC. Em contraste, China, Reino Unido e Ucrânia mantiveram seus níveis estáveis. No entanto, a Coreia do Norte diminuiu consideravelmente seus ativos de 13.562 para 803 BTC, e o Butão também reduziu de 11.924 para 5.984 BTC. El Salvador, por sua vez, aumentou suas reservas de 6.232 para 7.518 BTC, enquanto Venezuela e Finlândia mantiveram seus números inalterados.

Em novembro de 2025, El Salvador ampliou sua participação em bitcoins em mais de US$ 100 milhões, aparentemente aproveitando a recente baixa da criptomoeda, conforme noticiado pela Bloomberg. O presidente Nayib Bukele compartilhou essa aquisição no X com a palavra “Hooah!”

Apesar de o bitcoin ter se tornado moeda de curso legal no país em 2021, condicionantes do Fundo Monetário Internacional para um empréstimo de US$ 1,4 bilhão limitaram sua definição apenas a “moeda de curso legal”. Mesmo assim, o governo salvadorenho continuou comprando pelo menos um bitcoin por dia desde a assinatura do acordo.

Perspectivas para 2026

Julian Colombo, diretor da plataforma Bitso para América do Sul, avalia que em 2026 o bitcoin e o ecossistema de criptomoedas tenderão a se consolidar como uma infraestrutura financeira mais relevante. O crescimento deverá ser impulsionado pela utilidade prática da criptomoeda, seja para proteger a poupança da inflação, facilitar remessas, fazer pagamentos cotidianos, diversificar portfolios globais ou oferecer acesso a produtos financeiros antes restritos.

Do ponto de vista macroeconômico, Colombo prevê que o Federal Reserve continuará a flexibilizar a política monetária, trazendo mais liquidez para ativos de risco e fortalecendo o bitcoin como reserva de valor após os cortes de juros previstos para 2025.

O executivo enfatiza também que 2026 será um ano para avaliar se os tradicionais ciclos quadrienais do mercado de criptomoedas persistirão ou se as recentes mudanças — como o surgimento dos ETFs e o maior reconhecimento por parte dos governos — trarão uma nova dinâmica ao setor.

O fortalecimento do setor dependerá da capacidade da tecnologia e dos criptoativos em resolver problemas reais e integrar-se ao sistema financeiro tradicional, gerando maior confiança aos usuários.

Riqueza em criptomoedas cresce globalmente

O número de milionários em criptomoedas atingiu 241.700 pessoas no mundo, um aumento de 40% em um ano, segundo a consultoria Henley & Partners. O crescimento se dá principalmente pelo aumento de 70% no número de milionários em bitcoin, que passaram a 145.100 indivíduos.

Até junho de 2025, o valor total de mercado das criptomoedas aumentou 45%, alcançando US$ 3,3 trilhões. Da mesma forma, centromilionários (com patrimônio em criptoigual a US$ 100 milhões ou mais) cresceram 38%, chegando a 450, e os bilionários (com criptoativos superiores a US$ 1 bilhão) aumentaram 29%, totalizando 36 pessoas.

Henley & Partners observa que esse salto coincide com um ano decisivo para a adoção institucional, evidenciado pelo lançamento das primeiras criptomoedas por um presidente e uma primeira-dama dos Estados Unidos em exercício.

Fonte

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