Ibovespa B3 Alcança Recorde com Commodities e Dólar em Alta

Ibovespa B3 Alcança Recorde com Commodities e Dólar em Alta

Ibovespa fecha acima de 166 mil pontos pela primeira vez com impulso das commodities; dólar sobe a R$ 5,38

No pregão desta terça-feira (20), o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, alcançou um novo recorde histórico ao fechar em 166.276,90 pontos, representando uma alta de 0,87%. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela valorização de commodities como petróleo e minério de ferro, que beneficiaram papéis de grande peso no índice.

As ações da Vale (VALE3) tiveram valorização de 1,92%, enquanto as da Petrobras apresentaram ganhos de 0,85% para PETR3 e 0,37% para PETR4. Essa alta nos ativos de commodities ajudou a bolsa a superar a cautela que marcou os mercados globais no dia.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre sua máxima histórica de 166.467,56 pontos e a mínima de 163.574,67 pontos, com um volume financeiro negociado na B3 de R$ 23,9 bilhões.

Contexto internacional afeta mercados e câmbio

Apesar do desempenho positivo do Ibovespa, o cenário global permanece tenso, com destaque para a escalada das disputas comerciais entre Estados Unidos e Europa. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas adicionais de 10% sobre produtos importados de vários países europeus, incluindo Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, a partir de 1º de fevereiro. Caso as nações europeias não modifiquem sua postura, as tarifas poderão aumentar para 25% em 1º de junho.

Em retaliação, o Parlamento Europeu ameaçou suspender o acordo comercial com os Estados Unidos, elevando o sentimento de risco entre os investidores presentes nos mercados financeiros.

Desempenho das bolsas internacionais e do dólar

Nas bolsas americanas, o impacto das tensões comerciais se traduz em fortes quedas após o feriado de Martin Luther King. Nesta terça-feira, o Dow Jones recuou 1,76%, o S&P 500 despencou 2,06%, e o Nasdaq apresentou um tombo de 2,39%.

O dólar comercial, por sua vez, valorizou-se em relação ao real, finalizando o dia cotado a R$ 5,38, um aumento de 0,30%. Essa alta cambial foi estimulada pelo ambiente de cautela e pelo agravamento das disputas comerciais globais.

Ações de maiores altas e baixas na B3

Entre as maiores valorizações do dia, destacam-se:

  • TIMS3 com avanço de 4,98%, cotada a R$ 24,25;
  • CEAB3 subiu 4,34%, encerrando em R$ 10,09;
  • VIVT3 valorizou 3,97%, negociada a R$ 34,05;
  • SBSP3 teve alta de 3,10% a R$ 127,84;
  • CYRE3 cresceu 3,01%, cotada a R$ 25,36.

Já as maiores quedas ficaram por conta das ações:

  • CSNA3, recuando 3,04% para R$ 8,93;
  • USIM5, com baixa de 2,99% a R$ 6,17;
  • B3SA3, que caiu 2,85%, fechando a R$ 14,67;
  • HAPV3 registrando -1,93%, negociada a R$ 13,23;
  • CMIN3, com queda de 1,44%, cotada a R$ 5,46.

Esse movimento evidencia a volatilidade setorial diante dos eventos internacionais e da influência das commodities no índice.

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