RFOF11 Confirma Venda Total de Ativos para Fundo REME11

RFOF11 Confirma Venda Total de Ativos para Fundo REME11

RFOF11 realiza venda total de seus ativos para outro fundo imobiliário

O fundo imobiliário RFOF11 confirmou a venda completa de seu portfólio para o fundo REME11, conforme aprovado em consulta formal concluída em 18 de agosto de 2025. A operação, formalizada por proposta recebida em 20 de janeiro de 2026, será quitada por meio de compensação de créditos, utilizando o preço de mercado dos ativos como referência. Essa transação representa a fase final do processo de reorganização do portfólio e reposicionamento estratégico do fundo.

Em setembro de 2025, o RFOF11 apresentava 90,8% de seu patrimônio investido em cotas de outros fundos imobiliários, distribuídos em 57 FIIs, além de manter um único CRI em sua carteira. Essa ampla diversificação colaborou para reduzir riscos de concentração e assegurou exposição a várias categorias dentro do mercado imobiliário listado.

A maior alocação individual correspondia a 6,0% do patrimônio total, evidenciando uma gestão disciplinada quanto aos limites por emissor e minimizando impactos ocasionados por eventos específicos. Dos recursos investidos em fundos imobiliários, 55,5% estavam aplicados em FIIs do segmento “tijolo”, dos quais 52,9% eram classificados como de alto padrão técnico (A e A+) pela SiiLA Brasil, ressaltando o foco do fundo em ativos com qualidade e liquidez superiores.

O estado de São Paulo representava 54,27% da base imobiliária, espelhando a profundidade de mercado e a estabilidade na dinâmica dos contratos de locação. Os contratos registrados eram amplamente distribuídos, o que contribuiu para diminuir o risco de concentração por inquilino, além disso, aproximadamente 71,5% dos contratos possuíam prazos superiores a três anos, apoiando a manutenção de fluxos estáveis e a previsibilidade de rendimentos para os cotistas do RFOF11.

No segmento de fundos de recebíveis, a participação alcançava 28,2% do total alocado, com 28,8% investidos em CRIs classificados como high grade e 61,7% focados em riscos corporativos. A estratégia de indexação adotada buscava equilíbrio entre CDI e IPCA, visando proteger os investimentos diante de uma taxa Selic elevada, ao mesmo tempo que oferecia defesa contra pressões inflacionárias, aspecto considerado essencial em períodos de aperto monetário.

Com a venda total dos ativos ao REME11, a liquidação por compensação de créditos tende a simplificar as operações e diminuir os custos transacionais. A utilização do preço de mercado como base assegura transparência no processo, enquanto a diversificação setorial e geográfica da carteira indica que um conjunto de ativos com perfil defensivo e elevado padrão técnico está sendo transferido para o novo fundo.

Fonte

Rolar para cima