Ibovespa B3 registra alta de 2,2% e alcança terceiro recorde consecutivo; dólar recua para R$ 5,28
O principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, fechou nesta quinta-feira (22) atingindo seu terceiro recorde consecutivo. Com uma valorização de 2,20%, o indicador encerrou o pregão aos 175.589,35 pontos, acumulando uma elevação próxima a 9% desde o começo de 2026.
Desde o início da sessão, o Ibovespa iniciou com força, acompanhando a tendência positiva dos mercados internacionais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar um tom mais moderado na questão envolvendo a Groenlândia. O indicador incluso registrou um pico intradiário próximo a 177.741,56 pontos, nova máxima histórica para o índice.
Apesar do bom desempenho, a alta apresentou um leve desaceleramento durante o dia, influenciada pela queda nos preços do petróleo, que refletiu uma redução na cautela do mercado, especialmente após a divulgação de estoques nos EUA acima do esperado.
Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, destacou que o cenário mundial de queda nas taxas de juros favorece ativos de maior risco, impulsionando as bolsas, e apontou um horizonte promissor para o mercado brasileiro em 2026.
Desempenho do Ibovespa
Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre o seu pico histórico de 177.741,56 pontos e a mínima diária de 171.817,23 pontos. O volume financeiro negociado na B3 atingiu R$ 44,3 bilhões, mostrando a alta liquidez do mercado.
Principais altas e baixas do dia
Entre os ativos que mais se valorizaram destacam-se:
- COGN3 com alta de 7,41%, cotado a R$ 4,35
- VIVA3 subindo 6,34%, a R$ 29,86
- RDOR3 valorizando-se em 5,70%, chegando a R$ 43,39
- BBAS3 crescendo 4,69%, negociado a R$ 23,45
- VIVT3 com valorização de 4,52%, a R$ 36,11
Já entre as maiores quedas do pregão figuraram:
- RADL3 caindo 3,86%, cotada a R$ 24,65
- SMTO3 recuando 3,45%, a R$ 15,93
- PRIO3 com baixa de 1,34%, a R$ 46,25
- RECV3 diminuindo 1,00%, cotada a R$ 10,87
- HAPV3 recuando 0,65%, a R$ 13,79
Comportamento do dólar
O sentimento de maior apetite ao risco, reforçado pela sinalização acessível de Trump na disputa pela Groenlândia, também beneficiou o real frente ao dólar, que operou em queda ao longo do dia. No fechamento, o dólar comercial foi cotado a R$ 5,28, apresentando retração de 0,67%.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, explicou que a queda também foi impulsionada pelo recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, sobretudo os de prazos intermediários e longos, que apresentaram menor volatilidade e ajudaram a enfraquecer a moeda norte-americana no exterior. O índice dólar (DXY) caminhava para o seu menor nível de fechamento do ano.
Performance das bolsas de Nova York
As principais bolsas americanas acompanharam o clima otimista global, registrando avanços nesta quinta-feira. Dados recentes do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos contribuíram para o bom desempenho.
O índice Dow Jones avançou 0,63%, o S&P 500 valorizou-se 0,55% e o Nasdaq teve ganho de 0,91% ao final do dia.



