Ibovespa se aproxima dos 182 mil pontos enquanto dólar recua a R$ 5,20, menor cotação desde maio de 2024
Na terça-feira (27), o Ibovespa alcançou outro patamar histórico ao atingir uma nova máxima intradiária e de fechamento. O índice principal da B3 registrou alta de 1,79%, fechando aos 181.919,13 pontos, impulsionado por uma valorização generalizada das ações, com destaque para as empresas Vale, Petrobras e os bancos. Este é o sétimo recorde nominal do índice em 2026, que acumula valorização de 13,3% no ano.
Este movimento ocorreu em um contexto de expectativa para a ‘Super Quarta’, data em que serão divulgadas as decisões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos. Os investidores monitoraram sinais que indicam a manutenção das taxas de juros nos respectivos países, cenário que favorece a valorização do real frente ao dólar devido às diferenças nos patamares das taxas básicas.
No cenário doméstico, os mercados reagiram também à divulgação do IPCA-15, prévia oficial da inflação, que apresentou alta de 0,20% em janeiro, abaixo das projeções. Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Fórum Investimentos, esse resultado mostrou alguns aspectos positivos, principalmente em relação ao comportamento da inflação dos serviços.
Comportamento do Ibovespa
Durante o dia, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 183.359,56 pontos, que representa um novo recorde histórico, e a mínima de 178.852,46 pontos. O volume financeiro negociado na bolsa somou R$ 31,5 bilhões.
As ações que compõem o índice e que possuem maior peso contribuíram para o desempenho expressivo do dia. Os papéis da Vale (VALE3) subiram 2,20%, enquanto os da Petrobras (PETR4) avançaram 2,18%. Os maiores bancos também apresentaram valorizações superiores a 2%.
Principais altas e baixas do dia
Maiores altas
RAIZ4: +8,43%, R$ 0,90
CSNA3: +7,13%, R$ 10,67
YDUQ3: +6,96%, R$ 14,76
CYRE3: +6,17%, R$ 29,79
ASAI3: +5,47%, R$ 8,68
Maiores baixas
ENEV3: -2,72%, R$ 21,46
AURE3: -2,71%, R$ 11,47
VIVA3: -1,88%, R$ 27,69
TOTS3: -1,52%, R$ 46,50
SMTO3: -1,46%, R$ 15,50
Queda do dólar
Em um dia marcado pela entrada expressiva de capital estrangeiro no Brasil, o dólar comercial registrou forte recuo e atingiu sua menor cotação contra o real desde maio de 2024, encerrando a sessão em baixa de 1,41% e cotado a R$ 5,20.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, aponta que a desvalorização do dólar frente ao real foi motivada pelo diferencial das taxas de juros, o que sustenta operações de carry trade, e pelo fluxo positivo de investimentos em mercados emergentes. Além disso, a percepção de uma inflação mais amena contribui para uma visão mais otimista sobre a economia brasileira.
Desempenho das bolsas em Nova York
Ao contrário do bom desempenho do Ibovespa, as bolsas de Nova York tiveram um comportamento misto nesta terça-feira, influenciadas pela expectativa em torno dos resultados trimestrais de grandes empresas de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,83%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram altas de 0,41% e 0,91%, respectivamente.



