Minidólar (WDOH26): PMI no Brasil e EUA e níveis técnicos em foco
Confira as expectativas para o minidólar nesta quinta-feira (04)
No pregão de quarta-feira (03/02), o minidólar (WDOH26) encerrou em queda de 0,47%, cotado a 5.266,5 pontos, retomando a pressão vendedora. O mercado cambial refletiu um enfraquecimento do dólar, seguindo um ambiente externo favorável a moedas de economias emergentes e exportadoras de commodities. A moeda americana perdeu valor frente a moedas como o peso chileno e o peso mexicano, enquanto no Brasil, a entrada de capital estrangeiro na Bolsa reforçou o real, ajudando o Ibovespa a ultrapassar os 187 mil pontos no período da manhã. Além disso, a ata do Copom continuou a sinalizar o início do ciclo de redução da taxa Selic a partir de março, mantendo o diferencial de juros como um atrativo para o fluxo de investimentos.
Entretanto, no período da tarde, o dólar amenizou suas perdas com a desaceleração do Ibovespa e a reação do mercado a notícias sobre possíveis nomeações para a diretoria do Banco Central, levando um ruído político ao mercado cambial. Para os operadores do dólar, o dia foi marcado por alta sensibilidade às oscilações do fluxo e às notícias, com movimentos rápidos e reversões ao longo do pregão, exigindo atenção ao comportamento da Bolsa e às expectativas em relação à política monetária.
Análise técnica no gráfico de 15 minutos
Durante a sessão intradiária, o contrato apresentou retomada da pressão vendedora, fechando o pregão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando um cenário indefinido, mas com leve tendência negativa. Para que a baixa continue, será fundamental o aumento do volume de vendas que provoque o rompimento do suporte situado entre 5.266 e 5.256,5 pontos. Caso isso ocorra, o mercado poderá buscar os patamares de 5.241,5 a 5.235 pontos, com alvo mais distante entre 5.228 e 5.219 pontos.
Por outro lado, uma recuperação compradora ganhará força somente após ultrapassar a resistência entre 5.276,5 e 5.292,5 pontos. Se essa região for superada, é possível que o contrato avance para 5.298,5 a 5.312 pontos, e até estenda o movimento até a faixa entre 5.328 e 5.337,5 pontos. Até que algum desses níveis seja rompido, o comportamento do ativo tende a ser técnico e influenciado pelo fluxo de operações.
No gráfico diário, o minidólar fechou em queda, formando um padrão conhecido como spinning top, que indica equilíbrio e disputa entre compradores e vendedores nessa faixa de preço. Para retomar a alta, o ativo necessita romper a resistência que está entre 5.312 e 5.331,5 pontos, abrindo caminho para buscar níveis entre 5.361 e 5.420 pontos.
Se o suporte situado entre 5.235 e 5.199 pontos romper, isso reforçará o viés de baixa, com alvo inicial apontado entre 5.153,5 e 5.113 pontos. O IFR (14) está em 33,63, mantendo-se em área neutra e sem indicar condição extrema.
Análise no gráfico de 60 minutos
Observando o gráfico de 60 minutos, verifica-se que o minidólar seguiu com o fluxo negativo, mantendo-se abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que sinaliza pressão baixista no curto prazo.
Para uma tentativa de alta, será requerida a superação da resistência situada entre 5.278 e 5.301 pontos. Após esse avanço, o mercado poderá mirar os níveis de 5.312 a 5.328 pontos, com projeções mais longas apontando para 5.348 e 5.375 pontos.
Se a pressão baixista se intensificar, o foco permanece no suporte entre 5.266,5 e 5.235 pontos. Caso haja um rompimento consistente desta região, espera-se aumento do fluxo vendedor, levando os preços aos patamares de 5.219 a 5.199 pontos, com alvos mais distantes entre 5.167,5 e 5.153,5 pontos.



