Ibovespa fecha com alta de 0,23% com impulso do Itaú, mas ganhos são restringidos por commodities; dólar chega a R$ 5,25
O Ibovespa mostrou recuperação parcial das perdas do pregão anterior, fechando em alta de 0,23%, aos 182.127,25 pontos, nesta quinta-feira (5). O desempenho positivo do índice contou com o suporte das ações do Itaú, da B3 e do setor imobiliário, apesar das pressões negativas vindas das ações da Vale e da Petrobras, que impediram um avanço maior.
As ações do Itaú Unibanco subiram 2% após a apresentação do balanço do quarto trimestre de 2025, que revelou lucro de R$ 12,3 bilhões e marcou a melhor rentabilidade da instituição desde 2015.
Outro destaque ficou por conta das ações da B3SA3, que avançaram 3,11% no dia do lançamento da Trillia, uma nova marca focada em inteligência de dados, analytics e inteligência artificial. Essa iniciativa surge da integração de cinco negócios que integram o portfólio de soluções em dados da B3: PtDTec, Neoway, Neurotech, DataStock e a Unidade de Infraestrutura para Financiamentos (UIF).
Além disso, o setor imobiliário contribuiu para a alta do índice, com diversas empresas apresentando valorizações significativas, estimuladas pela expectativa de redução dos juros (Selic), o que favorece esse segmento.
Desempenho do Ibovespa no pregão
Durante o dia, o índice oscilou entre uma máxima de 184.017,44 pontos e uma mínima de 181.568,98 pontos. O volume financeiro negociado na B3 atingiu R$ 33,7 bilhões.
Entre as maiores valorizações do dia estiveram:
- MRVE3 com alta de 6,85%, cotada a R$ 8,74
- VAMO3 subindo 6,28%, alcançando R$ 4,40
- CURY3 avançando 3,71%, a R$ 36,79
- ENEV3 com alta de 3,70%, chegando a R$ 21,58
- VBBR3 em alta de 3,69%, valendo R$ 30,89
Já as maiores quedas registradas foram:
- BRKM5 recuando 4,56%, cotada a R$ 9,00
- PSSA3 caindo 3,73%, a R$ 50,57
- VALE3 caindo 3,33% para R$ 86,45
- HAPV3 recuando 3,29%, a R$ 12,05
- BRAP4 com baixa de 3,28%, valendo R$ 24,46
Movimentação do dólar
Apesar de operar durante a maior parte do dia próximo à estabilidade, o dólar acabou valorizando frente ao real, influenciado por fatores externos. O dólar comercial terminou o dia com alta de 0,08%, fechando a R$ 5,25.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a valorização do dólar se deu principalmente devido à alta do índice DXY, impulsionada por dados abaixo do esperado do mercado de trabalho nos Estados Unidos, como os números do JOLTS e a elevação nos pedidos de seguro-desemprego.
Comportamento das bolsas de Nova York
As bolsas norte-americanas registraram queda no pregão desta quinta-feira, em contraste ao avanço do Ibovespa. A aversão dos investidores aos balanços negativos das empresas de tecnologia levou às perdas do setor, que impactaram os principais índices. O Dow Jones caiu 1,20%, o S&P 500 recuou 1,23%, e o Nasdaq teve baixa de 1,59%.



