Governo ajusta preço-teto do leilão de ‘reserva’ de energia
O Ministério de Minas e Energia (MME) comunicou nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, a atualização dos preços-teto para o leilão de reserva de energia, que está previsto para ocorrer em abril. Essa alteração foi motivada por questionamentos do setor sobre os valores originais estabelecidos na modelagem inicial do certame.
A decisão foi tomada após um processo formal de escuta dos agentes do mercado, e o ministério enviou as novas informações para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão regulador responsável pelo setor elétrico. Importante destacar que o calendário do leilão permanece inalterado, mesmo com o reajuste nos preços.
Esclarecimentos do Ministério de Minas e Energia
Na quarta-feira, 11, o ministro Alexandre Silveira ressaltou que foram identificadas discrepâncias entre os dados utilizados para fixar os preços-teto e a real demanda ofertada no mercado. Apesar disso, a metodologia utilizada para a formação dos preços foi mantida, com ajustes técnicos na estrutura de custos e revisão das projeções de investimentos necessários para a manutenção das usinas geradoras.
O objetivo principal dessa atualização é prevenir distorções que possam comprometer a atratividade do leilão, garantindo segurança energética e uma competição saudável entre os participantes, ao mesmo tempo em que assegura a previsibilidade regulatória e protege os consumidores.
“As melhorias no Leilão de Reserva de Capacidade visam assegurar a estabilidade do fornecimento no país, promover uma competição efetiva e preservar as condições regulatórias, sempre com responsabilidade para o consumidor”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.
Contexto e importância do leilão de reserva
O leilão originalmente previsto para 2023 foi adiado por conta de disputas judiciais que questionavam critérios da modelagem e das regras para participação, especialmente aspectos econômicos e competitivos do certame. Posteriormente, a data foi remarcada para abril de 2026.
Os leilões de reserva exercem um papel crucial para reforçar a confiabilidade do sistema elétrico nacional. Relatórios recentes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que a maior inserção de fontes intermitentes, tais como energia eólica e solar — que dependem das condições climáticas —, aumenta a necessidade de contratação de usinas reservas, geralmente térmicas, que operam sob demanda para garantir a estabilidade na oferta de energia.
Assim, o ajuste no preço-teto busca refletir a realidade atual do mercado, aperfeiçoar a estrutura de custos e preservar o equilíbrio entre oferta e demanda para evitar riscos que possam comprometer o funcionamento do sistema.



