Falar Com Uma Planta Na Inglaterra Usando Inteligência Artificial

Falar Com Uma Planta Na Inglaterra Usando Inteligência Artificial

Na Inglaterra, é possível conversar com plantas e receber respostas graças à Inteligência Artificial

Já imaginou dialogar com uma planta e obter uma resposta? No Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, localizado na Inglaterra, essa experiência inovadora é real e não é interpretada como algo fora do comum.

Visitantes têm a oportunidade de interagir com 20 espécies diferentes de plantas, que, surpreendentemente, respondem às questões feitas. Essa interação é viabilizada pelo projeto “Talking Plants”, que utiliza ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para proporcionar um aprendizado divertido e interativo sobre evolução, ecologia e importância cultural das plantas.

Sam Brockington, professor e curador da exposição, destacou à BBC que o objetivo não é substituir o conhecimento humano, mas sim empregar recursos que incentivem o aprendizado de maneira dinâmica e envolvente.

Diversidade de respostas conforme a personalidade da planta

Assim como os seres humanos têm personalidades diferentes, as plantas também apresentam características próprias. Caso o visitante não se identifique com a Jade, uma trepadeira conhecida por sua ousadia, pode optar por interagir com o Titus Junior, a flor-cadáver, que tem um estilo mais direto e dramático.

Para quem gosta de humor mais apagado ou debochado, a Tumbo, uma Welwitschia, é a opção ideal. Outra planta disponível para conversa é o Ébano de Santa Helena, uma espécie resistente, profundamente ligada à sua terra natal, conhecida por sobreviver a diversas adversidades.

A interação com essas plantas ocorre por meio da leitura de um código QR localizado próximo aos seus vasos, permitindo que as pessoas conversem via chat ou em tempo real.

Objetivo do projeto: estimular o aprendizado natural e a conscientização ambiental

O professor Brockington também exprimiu a expectativa de que a iniciativa gere novos insights sobre como engajar o público em temas importantes, como a perda da biodiversidade e as mudanças climáticas.

Gal Zanir, cofundador e diretor-executivo da Nature Perspectives, organização que colaborou na criação da exposição, enfatizou que esse método representa uma nova forma de conexão com a natureza, permitindo que humanos aprendam junto com o mundo vivo.

Essa não é a primeira vez que a IA é aplicada em museus para facilitar o aprendizado. Em 2024, o Museu de Zoologia da mesma universidade conduziu um experimento semelhante, focado em animais.

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