Ibovespa sobe 1,35% impulsionado pela alta do petróleo; dólar fecha em R$ 5,22
Na última quinta-feira (19), o Ibovespa registrou valorização de 1,35%, alcançando 188.534,42 pontos, contrariando a tendência negativa observada em outras bolsas globais. O principal índice da bolsa brasileira foi impulsionado pelo aumento nos preços internacionais do petróleo, decorrente das crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã.
O cenário global tem sido marcado por preocupações com a possibilidade de um conflito entre esses dois países, especialmente após o envio de aeronaves e navios de guerra dos EUA ao Oriente Médio. Analistas indicam que o Irã poderia reagir fechando o Estreito de Ormuz, rota marítima de vital importância para o comércio mundial de petróleo. Essas incertezas elevaram as cotações do petróleo em cerca de 2% no dia, favorecendo as ações de companhias relacionadas à commodity, como a Petrobras e outras empresas do setor petrolífero.
No ambiente doméstico, os investidores monitoraram o resultado do IBC-Br, que é a prévia oficial do PIB brasileiro. Dados mostraram crescimento de 2,5% em 2025, sinalizando uma desaceleração econômica em relação ao ano anterior, quando a expansão foi de 3,7%. Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, destacou que, apesar da queda mensal menor do que esperado, o índice refletiu especialmente a desaceleração no setor de serviços.
Desempenho do Ibovespa
Ao longo do dia, o Ibovespa oscilou entre 185.927,99 pontos (mínima) e 188.687,12 pontos (máxima), com volume financeiro negociado de R$ 29,1 bilhões na B3.
As maiores altas do pregão foram:
- AXIA6: +6,94%, negociada a R$ 66,54
- HAPV3: +6,62%, cotada a R$ 10,79
- AXIA3: +4,44%, a R$ 61,18
- RDOR3: +4,23%, a R$ 44,64
- BRAV3: +3,31%, a R$ 18,74
Já as maiores quedas foram registradas por:
- PCAR3: -9,82%, a R$ 3,03
- RAIZ4: -7,46%, a R$ 0,62
- WEGE3: -3,78%, a R$ 51,37
- ASAI3: -1,87%, a R$ 9,46
- USIM5: -1,58%, a R$ 6,22
Comportamento do dólar
No mercado interno, o dólar comercial diminuiu seu valor em 0,25%, fechando a R$ 5,22 ao final do dia, mesmo com a valorização da moeda americana observada internacionalmente. Segundo Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad, a alta do petróleo contribuiu para fortalecer o real, enquanto um IBC-Br mais resistente aumentou a percepção de que os cortes na taxa Selic ocorrerão de forma gradual, mantendo o diferencial de juros elevado e favorecendo estratégias de carry trade.
Mercados internacionais
Nas bolsas de Nova York, o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã impactou negativamente os índices principais. O Dow Jones caiu 0,54%, o S&P 500 teve baixa de 0,28% e o Nasdaq recuou 0,31%, refletindo o receio dos investidores em relação a um possível conflito na região do Oriente Médio.



