Minidólar (WDOH26) sofre pressão vendedora e pode buscar novos níveis de suporte
No dia 26 de fevereiro de 2026, o minidólar, contrato com vencimento em março (WDOH26), encerrou a sessão anterior com uma queda de 0,64%, cotado a 5.128 pontos, marcando sua quinta retração consecutiva.
O valor do dólar recuou devido à fraqueza da moeda americana no cenário internacional. No Brasil, o empate técnico apontado em pesquisas eleitorais para o segundo turno chamou atenção do mercado, enquanto o governo registrou superávit primário em janeiro e os dados do crédito revelaram uma redução nas concessões.
Para os operadores de dólar, a última sessão refletiu um forte movimento de venda, com o contrato futuro em baixa na B3, confirmando o viés negativo no curto prazo. O quadro é influenciado pela desvalorização global do dólar, incertezas políticas e indicadores econômicos domésticos variados, importantes para a análise técnica do minidólar.
Análise do gráfico de 15 minutos
No pregão intradiário, o minidólar fechou em baixa, continuando a sequência negativa e negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que demonstra o predomínio de vendas.
Para que o ativo possa iniciar uma recuperação, é necessária a entrada de compradores que consigam romper a resistência situada entre 5.129,5 e 5.137 pontos. Em caso de confirmação desse avanço, o contrato pode atingir níveis entre 5.146,5 e 5.158,5 pontos, podendo se estender até a faixa de 5.172,5 a 5.181 pontos.
No entanto, caso o suporte localizado entre 5.121 e 5.113 pontos seja perdido, a pressão vendedora tende a se intensificar. Abaixo desses valores, o mercado pode acelerar sua queda em direção aos patamares de 5.105 a 5.092 pontos, com alvo mais distante entre 5.079 e 5.071 pontos. Esses níveis serão cruciais para definir o rumo do pregão.
Análise do gráfico diário
No gráfico diário, o minidólar mantém-se abaixo das médias móveis, com afastamento considerável, reforçando a tendência de baixa no médio prazo. Para que haja uma alteração significativa nesse movimento, o ativo precisaria superar a resistência entre 5.172,5 e 5.198 pontos, abrindo espaço para atingir entre 5.233,5 e 5.266,5 pontos.
Por outro lado, a ruptura do suporte situado entre 5.121 e 5.068,5 pontos pode levar o contrato a testar valores entre 5.031 e 5.000 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 27,21, evidenciando uma condição de sobrevenda, o que aumenta a possibilidade de repiques técnicos, ainda que não indique uma reversão clara de tendência neste momento.
Análise do gráfico de 60 minutos
Observando o gráfico de uma hora, o minidólar opera abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que confirma a continuidade da pressão vendedora no curto prazo.
Para que haja uma tentativa de recuperação, o contrato precisa romper a resistência localizada entre 5.137 e 5.172,5 pontos. Caso isso ocorra, a próxima região de resistência pode ocorrer entre 5.190,5 e 5.207,5 pontos, com possíveis novas projeções em 5.245 e 5.266,5 pontos.
Caso a venda continue dominante, o suporte em 5.121 pontos será fundamental. A perda deste nível pode acelerar o movimento de baixa, direcionando o ativo para as faixas entre 5.111 e 5.071 pontos, com metas mais longas entre 5.031 e 5.013 pontos.


Rodrigo Paz é analista técnico responsável pela elaboração dessas análises.



