Queda do dólar acarreta prejuízo de R$ 119,97 bilhões ao Banco Central em 2025
O Banco Central do Brasil divulgou que sofreu um prejuízo de R$ 119,97 bilhões ao longo de 2025, conforme balanço aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026.
Esse resultado negativo decorreu, principalmente, da variação cambial dos ativos denominados em moedas estrangeiras, em função da desvalorização do dólar norte-americano em 11,14% durante o ano passado, depois de uma valorização de 27,91% em 2024.
De acordo com o Banco Central, o prejuízo total advém de uma perda de R$ 150,26 bilhões em operações envolvendo reservas internacionais e derivativos cambiais, parcialmente compensada pelo ganho de R$ 30,29 bilhões em outras operações, majoritariamente feitas em moeda local.
A autarquia esclareceu que seu resultado financeiro é fortemente influenciado pelas oscilações do câmbio, devido à expressiva participação de ativos em moedas estrangeiras em seu balanço patrimonial. Os ativos totais do Banco Central somaram R$ 4,97 trilhões no fechamento do exercício, sendo R$ 2,09 trilhões em moedas estrangeiras e R$ 2,88 trilhões em moeda nacional.
Apesar do prejuízo, o impacto financeiro foi totalmente absorvido pela reserva de resultados da instituição, o que evitou a necessidade de aporte do Tesouro Nacional. Em 2024, o Banco Central apresentou um resultado positivo de R$ 270,94 bilhões, com R$ 242,79 bilhões destinados à constituição dessa reserva e R$ 28,16 bilhões transferidos ao Tesouro, incluindo juros até a data da efetiva transferência.
Após a contabilização do resultado negativo de 2025, a reserva de resultados encerrou o ano com saldo de R$ 122,82 bilhões, valor que, segundo o Banco Central, permanece disponível para cobrir possíveis perdas futuras.
O Banco Central ressaltou que as operações conduzidas têm como objetivo principal o cumprimento das atribuições institucionais da entidade, não buscando geração de lucro.



