Investir Em Petróleo: Estratégias Para Alta Das Cotações

Investir Em Petróleo: Estratégias Para Alta Das Cotações

Petróleo além do barril: estratégias para aproveitar a alta dos preços da commodity

Em 2026, o petróleo já teve uma valorização próxima a 30%, e, após apenas dois dias de intensificação dos conflitos no Oriente Médio, a cotação subiu 8%, despertando o interesse dos investidores em saber como lucrar com essa escalada dos preços.

Entre as formas mais acessíveis para investir, destacam-se os ETFs negociados no exterior que acompanham os preços do petróleo ou empresas do setor de petróleo e gás; os BDRs de ETFs listados na B3, que replicam ativos de petrolíferas estrangeiras; BDRs de empresas internacionais; além das ações de empresas brasileiras com exposição ao petróleo, que trazem particularidades operacionais para serem consideradas.

ETFs internacionais

Para investidores brasileiros que possuem conta no exterior, há opções altamente líquidas no mercado americano. Um exemplo é o United States Oil Fund (USO), que segue o desempenho do WTI, principal referência para o preço do petróleo bruto nos Estados Unidos.

Outra alternativa é o United States Brent Oil Fund (BNO), que fornece exposição ao Brent, referência global utilizada amplamente em contratos internacionais e nas exportações de petróleo.

Em ambos os casos, o investidor não adquire o petróleo físico, mas sim participa por meio de contratos futuros, que precisam ser renovados periodicamente. Como esses contratos têm data de vencimento, os fundos devem vender os contratos prestes a vencer e adquirir outros com vencimento mais distante, o que pode impactar o retorno final e fazer com que a rentabilidade do ETF não acompanhe exatamente a variação do preço do barril à vista. Mesmo assim, essa é uma forma prática de exposição ao mercado da commodity.

BDRs de ETFs na B3

Para quem prefere manter os investimentos no mercado brasileiro, a B3 disponibiliza BDRs de ETFs que replicam o setor americano de petróleo e gás.

Exemplo disso é o BIYE39, que acompanha um índice (Dow Jones U.S. Oil & Gas) formado por grandes empresas do setor nos EUA, incluindo a ExxonMobil, Chevron, ConocoPhillips, além de outras operadoras como EOG Resources, Occidental Petroleum e Phillips 66.

Outro é o BIEO39, que engloba um ETF com foco principal em empresas de exploração e produção de petróleo nos Estados Unidos, com companhias como ConocoPhillips, EOG Resources, Occidental Petroleum e Marathon Oil.

Entretanto, esses BDRs apresentam baixa liquidez, o que pode dificultar operações rápidas de compra e venda. Por isso, alguns investidores optam por negociar os ETFs diretamente no exterior.

Empresas americanas do setor

Para quem deseja investir diretamente em companhias beneficiadas pela alta do petróleo, é possível adquirir BDRs na B3 ou ações no mercado americano através de corretoras internacionais. Entre as mais destacadas estão ConocoPhillips (cimento NYSE:COP; B3:COPH34), Chevron (NYSE:CVX; B3:CHVX34) e ExxonMobil (NYSE:XOM; B3:EXXO34).

A ConocoPhillips é focada em exploração e produção (upstream), com resultados diretamente influenciados pelo preço do petróleo e do gás natural, pois não possui operações significativas de refino e distribuição que possam amortecer as oscilações da commodity.

As empresas Chevron e ExxonMobil têm cadeias integradas, que englobam produção, refino, distribuição e petroquímica, o que pode suavizar os efeitos das variações do preço do barril em seus resultados, pois as margens de refino podem se comportar independentemente da cotação do petróleo. Mesmo assim, o segmento de exploração e produção é crucial para a rentabilidade dessas companhias em períodos de alta do petróleo.

Empresas brasileiras do setor

No Brasil, a Petrobras é a empresa mais evidente para investir no setor, embora seus resultados estejam fortemente ligados à capacidade de gestão e execução, não apenas à alta do petróleo.

O preço da commodity impacta diretamente a receita do segmento de exploração e produção da Petrobras, responsável pela maioria dos lucros operacionais da empresa, demonstrando uma correlação significativa com a cotação do petróleo, ainda que outros fatores também influenciem.

É importante considerar que, em ano eleitoral, como 2026, as incertezas sobre a política de preços de combustíveis, câmbio e decisões estratégicas podem aumentar a volatilidade das ações da Petrobras.

Entre as empresas independentes brasileiras, a Prio surge como companhia com maior sensibilidade aos preços do petróleo, já que sua atuação é concentrada em exploração e produção, sem operações relevantes em refino ou distribuição. A receita da Prio está diretamente atrelada ao preço do Brent e ao volume extraído dos campos em que opera.

Como a empresa trabalha principalmente com ativos maduros adquiridos de grandes operadoras, sua geração de caixa é bastante afetada pelas variações da commodity, o que pode proporcionar ganhos significativos em ciclos de alta, porém também ocasionar maior volatilidade em momentos de queda dos preços.

Fonte

Rolar para cima