Balança comercial do Brasil apresenta superávit de US$ 4,2 bilhões em fevereiro
Em fevereiro, a balança comercial brasileira atingiu um saldo positivo de US$ 4,2 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 26,3 bilhões e importações de US$ 22,1 bilhões. Comparado com o mesmo mês de 2025, as vendas ao exterior cresceram 15,6%, enquanto as aquisições do exterior diminuíram 4,8%.
A soma das exportações e importações, conhecida como corrente de comércio, correspondeu a US$ 48,4 bilhões, representando um aumento anual de 5,3%.
Acumulado no início do ano
Nos dois primeiros meses do ano, o superávit comercial alcançou US$ 8 bilhões, valor que supera mais de quatro vezes o registrado no mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e fevereiro, o total exportado alcançou US$ 50,9 bilhões, avançando 5,8%, enquanto as importações totalizaram US$ 42,9 bilhões, recuando 7,3%. A corrente de comércio nesse intervalo foi de US$ 93,8 bilhões, ligeiramente inferior ao mesmo período de 2025.
Exportações impulsionadas pelo setor extrativo
Durante a divulgação dos dados, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, ressaltou o desempenho expressivo das vendas externas e da corrente de comércio em fevereiro, destacando que ambos alcançaram recordes para esse mês.
O setor extrativo foi o principal responsável pelo crescimento das exportações, com alta de 55,5% em relação ao ano anterior, especialmente devido ao aumento nas vendas de petróleo bruto, minério de ferro e minérios de cobre. O agronegócio também contribuiu, crescendo 6,1%, puxado pela soja, enquanto a indústria de transformação apresentouse em elevação de 6,3%, com destaque para carne bovina, ouro e produtos siderúrgicos.
Quanto aos mercados compradores, a China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras, com aumento de 38,7% nas vendas em fevereiro. Também houve crescimento significativo nas exportações para Índia, Alemanha e Reino Unido. Por outro lado, as vendas para Estados Unidos e Argentina diminuíram.
Importações registram queda, lideradas pela indústria de transformação
O recuo nas importações foi determinado principalmente pela indústria de transformação, que teve uma redução de 4% no mês, influenciada pela menor aquisição de máquinas, motores e plataformas. Foi observada também uma queda nas compras provenientes da China, Estados Unidos e Argentina.



