Ibovespa B3 recua 0,91% em meio a escalada de tensões globais; dólar alcança R$ 5,31
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa B3, encerrou a sexta-feira (13) em queda de 0,91%, situando-se em 177.653,31 pontos, pressionado pelo aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio. Essa movimentação refletiu o clima de aversão ao risco no mercado. No balanço semanal, o índice acumulou uma retração de 0,95%.
O impacto da crise internacional já está perceptível no cenário doméstico. Apesar das medidas governamentais de zerar o Pis/Cofins sobre o diesel para tentar conter a alta, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,38 por litro do diesel para as distribuidoras nesta sexta-feira. Considerando que o diesel vendido nos postos contém 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o aumento correspondente no combustível final chega a R$ 0,32 por litro.
Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, flexibilizou as sanções sobre o petróleo russo visando reduzir a escalada dos preços do combustível, mas o preço do barril permaneceu acima da marca de US$ 100, refletindo a persistência das pressões no mercado global.
Desempenho das ações brasileiras
As ações de grandes companhias brasileiras foram afetadas pela instabilidade internacional. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) recuaram 0,73%, enquanto as da Vale (VAL3) diminuíram 1,19%. No setor bancário, Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 1,73%, Bradesco (BBDC4) caiu 2,06%, Itaú (ITUB4) recuou 0,68% e Santander (SANB11) fechou com queda de 1,18%.
Oscilações do Ibovespa e volume negociado
No decorrer do pregão, o Ibovespa variou entre 180.995,79 pontos, sua máxima intradiária, e a mínima de 177.321,97 pontos. O volume financeiro movimentado na B3 somou cerca de R$ 29,4 bilhões.
Cotação do dólar e influência externa
O dólar comercial avançou 1,37% no dia, sendo negociado a R$ 5,31, impulsionado principalmente pela volatilidade gerada pelas tensões geopolíticas. A retomada dos preços do petróleo acima dos US$ 100 por barril gera apreensão quanto ao aumento das pressões inflacionárias. Este cenário eleva a demanda por ativos considerados portos-seguros, entre eles o dólar, conforme análise de Bruno Shahini, especialista da Nomad.
Bolsas de valores nos Estados Unidos também recuam
As incertezas globais repercutiram nas principais bolsas de Nova York, que fecharam em baixa: o Dow Jones diminuiu 0,25%, o S&P 500 teve recuo de 0,61% e o Nasdaq caiu 0,93%. Na semana, essas quedas acumuladas foram de 1,98%, 1,59% e 1,26%, respectivamente.



