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Preço Do Barril De Petróleo Se Aproxima De US$ 105 Impactado Pelo Conflito

Preço Do Barril De Petróleo Se Aproxima De US$ 105 Impactado Pelo Conflito

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Preço do barril de petróleo se aproxima dos US$ 105

O preço do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, esteve próximo a US$ 105 nesta segunda-feira (16), enquanto ataques atribuídos ao Irã foram relatados por países do Golfo.

O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já alcança sua terceira semana, pressionando os mercados globais.

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O barril de Brent registrou alta de 1,6%, atingindo US$ 104,73, após iniciar o dia com cotação acima de US$ 106. Desde o começo do confronto, o valor aumentou mais de 40%.

Nos Estados Unidos, o petróleo bruto de referência teve valorização de 1%, chegando a US$ 99,68 por barril, acumulando ganho próximo de 50% desde o início da guerra.

Os mercados acionários asiáticos tiveram desempenho misto: o índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,4%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul subiu 0,6%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 1,1%, já o índice composto de Xangai recuou 0,7%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,4%, e Taiwan registrou leve alta de 0,1%. O índice Sensex da Índia teve pequena queda de 0,1%.

Os futuros de ações nos Estados Unidos aceleraram ganhos, com contratos do S&P 500 subindo 0,5% e do Dow Jones avançando 0,4%.

Mercado opera em meio a incertezas

Como resposta aos ataques de Israel e Estados Unidos, o Irã praticamente bloqueou o tráfego de cargas no Estreito de Ormuz, uma rota essencial onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Em consequência, os produtores reduziram a oferta, já que não conseguem escoar seu petróleo.

Desde o fechamento da passagem pelo Estreito de Ormuz, houve uma queda na produção diária de mais de 12 milhões de barris equivalentes, conforme estimativa da empresa independente Rystad Energy.

No entanto, algumas embarcações de petróleo continuaram a atravessar o local, o que tem gerado ainda mais dúvidas e volatilidade no mercado.

Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, comentou que “grande parte do mercado está operando às cegas”, destacando que diariamente o estreito recebe em torno de 25 navios-tanque transportando petróleo e gás natural liquefeito.

Se os conflitos na região do Golfo Pérsico continuarem a afetar a produção e o trânsito dessas commodities, existe o risco de pressão inflacionária global mais intensa.

Para tentar amenizar a situação, a Agência Internacional de Energia liberou um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, mas essa medida ainda não conseguiu acalmar os mercados.

Impactos econômicos e inflação

As expectativas de alta da inflação têm dificultado o trabalho do Federal Reserve (banco central dos EUA) na redução das taxas de juros para estimular a economia. Na reunião desta semana, não são previstas quedas nos juros.

Dados recentes indicam que a inflação ao consumidor subiu ligeiramente em janeiro antes mesmo do impacto direto do conflito no preço do petróleo e do gás.

Segundo informações do Departamento de Comércio, os preços ao consumidor tiveram alta de 2,8% em janeiro comparado ao ano anterior. Excluindo alimentos e energia, o chamado núcleo da inflação subiu 3,1%, o maior aumento registrado em quase dois anos.

Apesar disso, os consumidores continuaram gastando com ritmo firme, avançando 0,4% nos gastos e nas rendas no mesmo mês.

A Universidade de Michigan divulgou pesquisa indicando queda na confiança dos consumidores, atingindo o menor patamar do ano, influenciada pelo aumento dos preços da gasolina após o início do conflito na região do Golfo.

Além disso, o crescimento econômico dos EUA entre outubro e dezembro de 2025 foi revisado para uma expansão anualizada moderada de 0,7%, menor do que a estimativa inicial, impactado pela paralisação do governo que durou 43 dias.

Movimentações no mercado de câmbio

Em outras operações durante a manhã desta segunda-feira, o dólar teve leve desvalorização frente ao iene, passando de 159,55 para 159,47 ienes. Já o euro valorizou-se, sendo negociado a US$ 1,1442, ante US$ 1,1425 previamente.

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