Brazil Wealth tem meta de alcançar R$ 1 bilhão no primeiro ano com foco em tecnologia e autonomia
O segmento de gestão patrimonial independente no Brasil vem ganhando força, e a Brazil Wealth surge em 2026 como um novo participante que combina um modelo de remuneração baseado em taxa fixa, plataforma tecnológica própria com inteligência artificial e uma arquitetura multiplataforma. A consultoria já chega avaliada em R$ 20 milhões após captar investimento seed no seu primeiro mês e almeja administrar R$ 1 bilhão em patrimônio sob consultoria ainda em seu ano inaugural.
Felipe von Eye Corleta, CEO da Brazil Wealth, destaca que identificaram uma oportunidade para criar uma consultoria moderna, que ofereça uma visão macroeconômica consistente, infraestrutura multiplataforma e alinhamento integral dos interesses com o investidor. Ele aponta que o Brasil tem observado um crescimento na migração para estruturas independentes com remuneração fee based, impulsionada pela maior demanda por gestão patrimonial qualificada, especialmente entre empresários, executivos e famílias de alta renda.
O modelo fee based adotado remunera os consultores com base na evolução do patrimônio gerido, promovendo um alinhamento direto entre o desempenho do cliente e o ganho do assessor. Esta estrutura tem ganhado destaque no mercado nacional por incentivar uma abordagem mais estratégica, focando em diversificação, controle de riscos e preservação do capital ao longo do tempo.
Diferenciais tecnológicos impulsionam a Brazil Wealth
O principal ponto forte da Brazil Wealth é a integração entre consultoria patrimonial e sua plataforma tecnológica proprietária que incorpora inteligência artificial. Essa ferramenta auxilia os consultores em tarefas como análise do perfil de risco, processos de compliance e KYC, alocação de ativos, elaboração de relatórios e manutenção da rotina de relacionamento com os clientes.
Segundo Corleta, a tecnologia visa aumentar substancialmente a produtividade dos consultores, permitindo que eles possam gerenciar um número maior de clientes mantendo a qualidade no atendimento e na personalização do serviço.
A estratégia de expansão da empresa apoia-se em três pilares: primeiro, a rede de contatos construída ao longo dos anos junto a empresários, executivos e famílias com alto patrimônio; segundo, uma plataforma destinada a consultores independentes interessados no modelo fee based, proporcionando suporte tecnológico e operacional diferenciado; e terceiro, a utilização de conteúdo e educação financeira para fortalecer a autoridade da marca e estreitar relacionamentos com potenciais clientes.
Na atuação B2B, a Brazil Wealth se diferencia dos grandes consolidadores do mercado de gestão patrimonial por trabalhar com margens mais enxutas e oferecer uma divisão de receita mais atraente para seus parceiros, o que deve fomentar o crescimento orgânico da rede de consultores e da clientela.
O modelo multiplataforma adotado amplia a oferta de investimentos disponíveis à consultoria, pois não fica vinculada a uma única instituição financeira, possibilitando acesso a diferentes gestores, plataformas e produtos, reduzindo assim a concentração e aumentando a diversificação das opções para os clientes.
Abordagem conservadora com ênfase na alocação estratégica
Quanto à alocação de recursos, a Brazil Wealth adota uma postura que define como conservadora, porém com importante nuance. Conforme explicado por Corleta, o conceito de conservadorismo da empresa não significa evitar riscos, mas sim selecionar onde esses riscos serão assumidos de forma mais eficiente.
Para o primeiro semestre, a prioridade recai sobre títulos pós-fixados de renda fixa de alta qualidade, com destaque para papéis isentos para pessoa física como LCIs e LCAs, além de títulos públicos indexados à inflação com prazos mais longos.
Esta estratégia está alinhada ao cenário macroeconômico vigente, em que taxas reais de juros permanecem elevadas no Brasil, tornando a renda fixa de boa qualidade uma alternativa atraente com risco controlado. No âmbito internacional, as incertezas geopolíticas e a volatilidade reforçam a importância de uma diversificação global nas carteiras.
A internacionalização dos investimentos é um elemento central na abordagem da Brazil Wealth. O CEO acredita na possibilidade de valorização do dólar no segundo semestre, impulsionada por eventos geopolíticos e pela volatilidade cambial doméstica em ano pré-eleitoral. A exposição relevante a ativos no exterior é vista como essencial para a construção de portfólios diversificados e resilientes.
Com uma visão nacional e o objetivo de alcançar bilhões sob gestão, a Brazil Wealth pretende posicionar-se fortemente em torno de três pilares: autonomia, excelência na alocação de recursos e uso da tecnologia a favor do investidor. A empresa aposta que sua combinação de rede de consultores, plataforma própria e estratégias de conteúdo propiciará um robusto crescimento orgânico nos próximos anos.



