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Calendário De Balanços: Expectativas Para Americanas, Braskem E Azul

Calendário De Balanços: Expectativas Para Americanas, Braskem E Azul

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Calendário de Resultados: Expectativas para Americanas, Braskem e Azul nesta Semana

A temporada de balanços está se aproximando do fim, porém algumas empresas sob reestruturação financeira ainda atraem a atenção dos investidores. Entre elas estão Americanas, Braskem e Azul, que divulgarão os resultados do quarto trimestre de 2025 ao longo desta semana.

Além dessas, o mercado também monitora os números de Equatorial e Movida. Abaixo, os principais pontos a acompanhar de 23 a 27 de março.

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Segunda-feira (23 de março)

Movida (MOVI3)

As expectativas para a Movida estão melhores após a prévia operacional apresentar receita superior ao previsto nas modalidades de locação e venda de seminovos. As margens se mantiveram estáveis, e o lucro líquido preliminar de R$ 102 milhões superou as estimativas da companhia.

O indicador dívida líquida/Ebitda caiu para 2,6 vezes, refletindo um endividamento menor e mais sustentável. Para 2026, aposta-se na manutenção da disciplina em preços, continuidade na redução de dívidas e melhora dos lucros, embora o ambiente competitivo no segmento de seminovos e o ritmo da renovação da frota permaneçam como desafios.

Principais desafios para a Movida:

  • Manter os reajustes nas locações sem comprometer a taxa de ocupação e o crescimento da base de clientes, em um cenário econômico que pressiona o segmento de viagens.
  • Garantir a rentabilidade na venda de seminovos e ajustar corretamente as premissas de depreciação frente a juros elevados e maior endividamento do consumidor.
  • Seguir reduzindo o endividamento em um setor que demanda alto capital e que ainda enfrenta custos elevados de crédito devido à desaceleração da queda dos juros.
  • O consenso aponta preço-alvo para 2026 em R$ 13,90, com dividend yield estimado em 6,3%.

Quarta-feira (25 de março)

Americanas (AMER3)

O destaque para Americanas neste trimestre está menos no lucro em si e mais no progresso na normalização operacional e financeira. A empresa, que está sob recuperação judicial desde 2023, busca encerrar esse processo ainda neste ano para sair do “modo sobrevivência” e retomar sua viabilidade econômica.

O mercado observará atentamente a geração de caixa, a manutenção do capital de giro, a estabilização da carteira de clientes e confirmações de que a reestruturação conduzirá a melhorias efetivas no desempenho operacional.

Principais desafios para Americanas:

  • Recuperar o fluxo de clientes e as vendas sem comprometer a margem, evitando vendas com baixa lucratividade para manter volume ou participar do mercado, especialmente diante da imagem ainda fragilizada da marca.
  • Demonstrar retomada sólida da participação de mercado.
  • Concluir o processo de recuperação judicial e restaurar a confiança de credores e investidores.
  • Para 2026, o consenso de preço-alvo é R$ 6,50, sem previsão de dividendos.

Equatorial (EQTL3)

Espera-se que a Equatorial mantenha sua trajetória de empresa sólida e preferida por investidores interessados em companhias de valor, graças à execução operacional consistente e à distribuição estável de lucros. Para 2026, prevê-se continuidade na forte performance, embora o crescimento possa apresentar alguma volatilidade.

Principais desafios para Equatorial:

  • Reduzir perdas de energia não faturada e melhorar indicadores regulatórios, especialmente em unidades com desempenho pressionado.
  • Gerar valor a partir de seu portfólio diversificado sem aumentar excessivamente a complexidade operacional, lembrando que é acionista relevante da Sabesp, com 15% de participação.
  • Manter o crescimento com disciplina financeira, principalmente nos segmentos de saneamento e novos projetos.
  • O consenso para preço-alvo em 2026 é R$ 47,30, com dividend yield estimado em 2,5%.

Quinta-feira (26 de março)

Braskem (BRKM3, BRKM5, BRKM6)

As expectativas para o quarto trimestre de 2025 da Braskem são pessimistas. A prévia operacional apresenta resultados pressionados, com margens petroquímicas deprimidas, geração fraca de caixa e preocupante nível de endividamento.

A gestora IG4 assumirá o comando da Braskem até o fim do mês e terá a missão de implementar um plano de reestruturação operacional para melhorar margens e superar o período de liderança instável que afetou a empresa.

Principais desafios para Braskem:

  • Margens globais do setor petroquímico continuam pressionadas devido ao excesso de capacidade produtiva em relação à demanda, especialmente com a expansão rápida da China que busca autossuficiência, pressionando os preços mundialmente.
  • Fluxo de caixa ainda restrito, com possibilidade de nova pressão sobre o endividamento.
  • Demanda irregular e alta sensibilidade a fatores macroeconômicos e cambiais.
  • Para 2026, preços-alvo consensuais são R$ 15,00 para ações ordinárias (BRKM3), R$ 11,37 para preferenciais PNA (BRKM5) e R$ 9,50 para preferenciais PNB (BRKM6), sem previsão de dividendos.

Sexta-feira (27 de março)

Azul (AZUL53)

Os resultados do quarto trimestre da Azul serão anunciados após a companhia ter concluído em fevereiro de 2026 o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, realizado conforme o Chapter 11, legislação americana para esse tipo de situação.

A reestruturação levou a uma empresa com estrutura de capital mais leve, endividamento reduzido e liquidez fortalecida. Assim, para 2026, espera-se crescimento consistente nos indicadores operacionais.

Porém, a atual guerra no Oriente Médio resultou em alta nos preços do petróleo e dos combustíveis, impactando diretamente os custos com querosene de aviação. Além disso, a valorização do dólar exerce pressão financeira sobre as companhias aéreas.

Principais desafios para Azul:

  • Demonstrar melhora no balanço pós-recovery sob o Chapter 11, especialmente na geração de caixa recorrente.
  • Crescer com disciplina, evitando aumento excessivo do endividamento e dos custos fixos em um ambiente desafiador, marcado pela inflação potencial decorrente do conflito no Oriente Médio, aumento nos preços dos combustíveis e possível redução da demanda por viagens aéreas.
  • Gerir a exposição estrutural ao dólar, custos de leasing e preços de combustível em um setor com alta volatilidade.
  • O preço-alvo estimado para 2026 é R$ 138,24, sem previsão de dividendos.

Fonte

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