Dasa (DASA3) registra aumento de 13,9% no prejuízo do 4º trimestre de 2025, totalizando R$ 948 milhões
A empresa Dasa, atuante no setor de diagnósticos, divulgou um prejuízo líquido de R$ 948 milhões no quarto trimestre de 2025, valor que representa um aumento de 13,9% em relação aos R$ 832 milhões negativos registrados no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, a companhia apresentou prejuízo de R$ 1,135 bilhão, uma leve melhora em comparação ao prejuízo de R$ 1,196 bilhão de 2024.
Impactos excepcionais e resultados financeiros do período
O resultado negativo do último trimestre foi fortemente influenciado por efeitos não recorrentes, especialmente referentes ao impacto contábil relacionado à venda de ativos, como o desinvestimento no Hospital São Domingos. Também afetaram o resultado as variações patrimoniais envolvendo a Rede Américas e ajustes contábeis vinculados à reestruturação societária da empresa.
O indicador de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Dasa ficou negativo em R$ 111 milhões no quarto trimestre, contra um resultado positivo de R$ 403 milhões obtido no mesmo intervalo de 2024. Considerando o ano inteiro de 2025, o Ebitda somou R$ 2,026 bilhões, refletindo uma queda de 17,7% em relação ao ano anterior.
A receita líquida da companhia no último trimestre alcançou R$ 1,828 bilhão, apresentando um crescimento anual de 2,5%. No total do ano, a receita líquida aumentou 6,9%, somando R$ 7,789 bilhões. Por outro lado, a receita bruta no trimestre foi de R$ 2,492 bilhões, número que representa uma redução de 39% frente ao quarto trimestre de 2024. No acumulado de 2025, a receita bruta foi de R$ 12,247 bilhões, indicando retração de 27% ante o ano anterior, consequência da desconsolidação de ativos e alterações no perímetro operacional da Dasa.
Em relação à estrutura financeira, a dívida líquida — já considerando aquisições a pagar e antecipação de recebíveis — totalizou R$ 5,416 bilhões ao fim de 2025, o que corresponde a uma redução de 46% contra o valor registrado ao final de 2024. A alavancagem da companhia, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, recuou 1,41 vez no período, fechando em 2,67 vezes.



