Ibovespa B3 fecha em alta de 0,26% impulsionado pela maior disposição ao risco no mercado global; dólar cai para R$ 5,15
O índice Ibovespa iniciou o mês de abril registrando uma valorização, embora modesta, apoiada pela crescente disposição dos investidores em assumir riscos no cenário financeiro mundial. Nesta quarta-feira (1º), o principal indicador da bolsa brasileira subiu 0,26%, alcançando 187.952,91 pontos.
As esperanças de que haja uma resolução, ou pelo menos um avanço nas negociações, para o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã reduziram a cautela nos mercados globais, contribuindo para a recuperação dos índices acionários ao redor do mundo.
No entanto, o ganho no Ibovespa foi contido pela queda superior a 3% das ações da Petrobras, influenciadas pela percepção de que os preços do petróleo não devem se manter elevados por um período prolongado.

Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre 189.130,90 pontos, sua máxima intradiária, e 187.255,65 pontos, a mínima do dia, com volume financeiro negociado na B3 totalizando R$ 35,9 bilhões.
Principais altas do dia
- CYRE4 subiu 4,74%, cotada a R$ 26,49
- EMBJ3 valorizou-se 4,74%, alcançando R$ 80,60
- CYRE3 teve alta de 4,39%, negociada a R$ 28,52
- CURY3 avançou 4,32%, cotada a R$ 36,91
- GGBR4 cresceu 3,79%, a R$ 19,72
Principais baixas do dia
- MBRF3 recuou 3,93%, a R$ 20,79
- BRKM5 caiu 3,72%, negociada a R$ 9,05
- PETR3 perdeu 3,67%, cotada a R$ 51,93
- BRAV3 desvalorizou-se 3,65%, a R$ 19,82
- RADL3 diminuiu 3,27%, negociada a R$ 22,76
Comportamento do dólar
O dólar comercial encerrou o dia em queda frente ao real, refletindo as expectativas de um possível avanço na solução do conflito no Oriente Médio. A moeda norte-americana caiu 0,43%, sendo cotada a R$ 5,15 no fechamento.
Apesar do aumento no apetite ao risco, a redução do dólar está limitada pelas incertezas persistentes, com o Irã mantendo sua postura negacionista quanto às negociações e controle sobre o Estreito de Ormuz, levando o mercado a permanecer vigilante quanto aos próximos eventos, segundo análise do especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini.
Mercados em Nova York
As bolsas americanas refletiram o otimismo envolvendo a possibilidade de um cessar-fogo no Oriente Médio. O índice Dow Jones avançou 0,51%, o S&P 500 teve alta de 0,72% e o Nasdaq subiu 1,16%, impulsionados por discursos mais conciliadores sobre o conflito.
De acordo com Bruno Perri, economista-chefe e estrategista da Forum Investimentos, a melhora no clima externo está relacionada às expectativas de uma resolução mais rápida ou, pelo menos, de um recuo nas hostilidades, com foco especial na retomada da normalidade no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.



