Estados Unidos e Irã recebem proposta de paz com cessar-fogo imediato, informa agência

Os Estados Unidos e o Irã foram apresentados a uma proposta de paz que contempla um cessar-fogo imediato para pôr fim aos conflitos no Oriente Médio. No entanto, Teerã recusou prontamente a reabertura do Estreito de Ormuz como condição para um cessar-fogo provisório, de acordo com informações da agência Reuters nesta segunda-feira (6).

A estrutura da proposta, segundo uma fonte próxima às negociações ouvida pela agência, prevê um processo em duas etapas: primeiro, a suspensão imediata dos combates; em seguida, a finalização de um acordo abrangente em um prazo de 15 a 20 dias. O chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, esteve em contato constante durante a noite com o vice-presidente americano JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.

Um alto representante iraniano revelou que o país não aceitará reabrir o estreito como parte de uma trégua temporária, nem concordará com prazos para analisar a proposta. Além disso, afirmou que Washington aparenta não estar inclinado a aceitar um cessar-fogo permanente.

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia estipulado uma data limite para que o Irã concordasse com o acordo e reabrisse o Estreito de Ormuz. Em postagem feita no Truth Social no domingo, Trump ameaçou realizar novos ataques à infraestrutura energética e de transporte iraniana caso o prazo — marcado para terça-feira às 20h (horário de Brasília) — não fosse cumprido.

Após a divulgação dessas informações, os mercados futuros de Nova York passaram a mostrar valorização, impulsionados pela expectativa de um acordo para o fim do conflito.

Reportagem do Axios no domingo indicou, com base em fontes americanas, israelenses e regionais, que os EUA, Irã e mediadores do Oriente Médio estavam em discussões sobre um possível cessar-fogo inicial de 45 dias como parte de um plano em duas fases, com objetivo final de encerrar o confronto de maneira definitiva.

Os combates se estendem há mais de cinco semanas, iniciados por ataques dos EUA e Israel contra o Irã, tornando o conflito responsável por milhares de mortes e impactos nos preços internacionais do petróleo. Como resposta, o Irã fechou efetivamente o Estreito de Ormuz — passagem crucial responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás natural — e realizou ataques contra Israel, bases militares americanas e instalações energéticas na região do Golfo.

Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, ressaltou que qualquer acordo alcançado deve garantir a livre circulação pelo Estreito de Ormuz.

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