Ibovespa B3 atinge novo recorde com alta de 1,52%, superando os 195 mil pontos; dólar fecha em queda a R$ 5,06
No pregão desta quinta-feira (9), o Ibovespa B3 registrou uma valorização de 1,52%, encerrando o dia em 195.129,25 pontos, sua maior cotação de fechamento registrada até o momento em 2026, somando um avanço acumulado de 21,1% no ano. Essa alta representou a 15ª vez que o índice atingiu um recorde no ano.
A movimentação positiva do mercado foi influenciada pela avaliação dos investidores sobre o recente acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, cenário que, apesar de não eliminar todas as incertezas regionais, contribuiu para a recuperação do preço do petróleo, que havia sofrido queda significativa na sessão anterior. O barril de Brent com vencimento em junho valorizou 1,23%, fechando a US$ 95,92.
Essa valorização do petróleo e as incertezas ainda presentes impulsionaram as ações de empresas ligadas à commodity, destacando-se a Petrobras (PETR3 e PETR4), que auxiliaram a alavancar o desempenho do Ibovespa. Além disso, outros papéis foram impulsionados pelo aumento do apetite ao risco diante do aparente alívio do atrito entre Estados Unidos e Irã.
Contexto e comentários do mercado
Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, ressaltou que a alta do Ibovespa não se restringiu a poucos papéis de peso como Vale, Petrobras ou o setor financeiro, mas apresentou um desempenho mais generalizado entre os ativos do índice, evidenciado pela quantidade considerável de ações com preços acima da média móvel de 200 dias.
No âmbito macroeconômico internacional, o mercado acompanhou a divulgação dos dados finais do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice de preços pessoais (PCE) dos Estados Unidos. O PIB americano mostrou expansão de 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2025, um resultado inferior ao esperado. Já o PCE apresentou uma alta moderada, crescendo 0,4% em fevereiro e acumulando 2,8% nos últimos doze meses.
Oscilações e volume do Ibovespa
Durante o dia, o índice oscilou entre a máxima intradiária recorde de 195.513,91 pontos e a mínima de 192.206,22 pontos. O volume financeiro negociado alcançou aproximadamente R$ 37,5 bilhões.
Principais altas do pregão
Entre os ativos que mais valorizaram, destacaram-se:
- USIM5: +6,08%, cotado a R$ 7,68
- AURE3: +5,06%, cotado a R$ 13,90
- CEAB3: +5,06%, cotado a R$ 13,29
- HAPV3: +4,74%, cotado a R$ 11,72
- GOAU4: +4,72%, cotado a R$ 9,54
Ativos com maiores quedas
Por outro lado, as maiores retrações foram registradas por:
- TOTS3: -3,20%, cotado a R$ 34,44
- MBRF3: -2,83%, cotado a R$ 19,25
- NATU3: -1,45%, cotado a R$ 10,20
- VALE3: -1,05%, cotado a R$ 84,69
- BEEF3: -0,94%, cotado a R$ 4,20
Dólar registra queda e encerra no menor nível em 2 anos
O dólar comercial recuou 0,78% frente ao real, fechando a R$ 5,06, sua menor cotação em dois anos. Essa desvalorização ocorreu devido a uma combinação de fatores internos e externos. Internacionalmente, a moeda norte-americana enfraqueceu após a divulgação de dados econômicos considerados mistos nos EUA – com PIB inferior ao esperado e um PCE acima da previsão – reforçando a percepção de desaceleração econômica acompanhada de inflação persistente, impactando negativamente o índice DXY.
Desempenho das bolsas em Nova York
Apesar das incertezas em relação à estabilidade do cessar-fogo no Irã e dos dados econômicos ligeiramente abaixo do esperado, as bolsas americanas conseguiram fechar em alta pelo segundo dia consecutivo, refletindo um ambiente de investidores com menos aversão ao risco. O índice Dow Jones subiu 0,58%, o S&P 500 avançou 0,62% e o Nasdaq teve valorização de 0,83%.



