Euro em menor valor em dois anos e meio indica oportunidade para quem vai viajar à Europa
Se você planeja viajar para a Europa nos próximos meses ou até um ano, este é um momento interessante para considerar devido à queda significativa do euro em relação ao real. A moeda europeia tem sido negociada em suas cotações mais baixas desde junho de 2024, configurando o melhor cenário dos últimos dois anos e meio.
Essa situação foi recentemente aproveitada pelo Tesouro Nacional, que lançou uma emissão internacional de títulos no valor de 5 bilhões de euros.
Geralmente, a atuação desse gestor da dívida pública abre caminho para outras ofertas no mercado privado. Portanto, espera-se que grandes empresas brasileiras aproveitem as condições favoráveis para captar recursos em euros, impulsionando a entrada da moeda no país.
Na última quarta-feira (15), o euro fechou cotado a R$ 5,89, acumulando uma desvalorização de 9% frente ao real no ano.
Investir em euros para quem vai viajar
Além da simples compra da moeda para a viagem, quem deseja se proteger ou obter alguma rentabilidade pode avaliar aplicações financeiras em euros com curto prazo e alta liquidez, similares a fundos DI, Tesouro Selic ou CDBs brasileiros que permitem resgate imediato.
Por meio de plataformas internacionais como Avenue, Wise, Nomad e Revolut, além de alguns bancos nacionais como Nubank, C6 Bank, Inter, XP e Santander, investidores têm acesso a produtos que pagam juros em euros.
A Wise, por exemplo, oferece uma opção denominada “Rende+”, que investe recursos em aplicações de curto prazo com liquidez diária e rendimento de 1,75% ao ano em euros, descontada uma taxa operacional de 0,26%, com investimentos a partir de 1 euro.
Essa modalidade aplica o dinheiro no chamado “money market” europeu, um tipo de fundo de curto prazo com alta liquidez, equivalente aos fundos DI no Brasil, e considerado praticamente dinheiro disponível.
Outras plataformas globais também disponibilizam acesso direto a esses fundos “money market” em euros, com retornos em torno de 1,75% a 2% ao ano no momento atual.
Alternativas de investimento em reais com boa rentabilidade
Outra estratégia para quem vai viajar é aproveitar os elevados juros locais para acumular recursos em investimentos com liquidez diária atrelados à taxa Selic ou ao CDI, como fundos DI, CDBs pagando 100% do CDI ou o Tesouro Selic.
Mesmo com o processo de redução da taxa básica de juros em curso, a expectativa das instituições financeiras para o fim de 2026 é de que a Selic permaneça acima de 12,5% ao ano, o que representa um retorno médio superior a 1% ao mês.
Combinando os ganhos da renda fixa em reais e a desvalorização do euro até abril, por exemplo, quem investiu nesse cenário viu um rendimento próximo de 13% até o momento. Isso porque, até abril de 2026, o CDI acumulou 3,8% enquanto o euro caiu cerca de 9% em relação ao real.
Riscos e recomendações para o viajante
É importante destacar que existe um risco imprevisível: o euro pode valorizar-se novamente. Fatores como um agravamento da guerra no Irã ou a volatilidade do mercado diante das eleições no Brasil podem influenciar esse movimento.
Portanto, especialistas recomendam o que é conhecido como “câmbio médio”, ou seja, adquirir ou investir em euros de forma periódica até o momento da viagem, diluindo o risco das oscilações cambiais.



