Ibovespa encerra em queda de 0,55% impulsionado por realização de lucros e baixa do petróleo; dólar recua para R$ 4,98
Na última sexta-feira (17), o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou sua terceira queda consecutiva, caindo 0,55% e fechando aos 195.733,51 pontos, acumulando baixa de 0,81% no período semanal. A retração foi influenciada principalmente pela realização de lucros por parte dos investidores e pela queda nos preços do petróleo.
O preço do petróleo sofreu uma queda de cerca de 9%, retornando ao nível de aproximadamente US$ 90 por barril, em decorrência da notícia sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e os avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse movimento impactou fortemente as ações da Petrobras (PETR4), que recuaram 4,86% no pregão.
Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, destacou que o movimento de baixa do Ibovespa também está associado à realização de lucros que ocorreu após um período expressivo de valorização do índice. Além disso, ele ressaltou que as tensões geopolíticas entre EUA e Irã, juntamente com o vencimento das opções na sexta-feira, também exerceram pressão negativa sobre o mercado.
Oscilação do Ibovespa e volume negociado
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a máxima intradiária de 198.665,65 pontos e a mínima de 195.367,90 pontos, com um volume financeiro negociado na B3 de R$ 44,7 bilhões.
Principais altas do dia
Os papéis que apresentaram maior valorização foram:
- VAMO3, subindo 6,27% e cotado a R$ 4,41;
- DIRR3, com alta de 4,48%, alcançando R$ 14,91;
- CMIN3, avançando 3,35% para R$ 4,98;
- USIM5, valorizado em 3,15%, negociado a R$ 7,21;
- VALE3, crescendo 2,64% e cotado a R$ 89,75.
Principais baixas do dia
Entre as maiores perdas destacaram-se:
- BRAV3, recuando 6,28% e chegando a R$ 19,55;
- BRKM5, com queda de 5,55%, cotado a R$ 8,85;
- PETR3, caindo 5,31% para R$ 50,81;
- PETR4, em baixa de 4,86%, cotado a R$ 46,22;
- RECV3, com queda de 4,12%, negociado a R$ 13,02.
Comportamento do dólar
O dólar retomou a tendência de baixa frente ao real, depois de interromper uma sequência de seis quedas consecutivas, caindo 0,19% e encerrando o dia a R$ 4,98. Segundo Josias Bento, essa queda está relacionada às expectativas de um possível término do conflito no Oriente Médio, com a trégua em vigor e o contexto de menor risco global decorrente das negociações entre EUA e Irã e da reabertura do Estreito de Ormuz.
Mercado internacional: bolsas de Nova York em alta
Nos Estados Unidos, as bolsas registraram forte alta motivadas pelas notícias positivas no cenário geopolítico e pela queda nos preços do petróleo. O Dow Jones avançou 1,79%, o S&P 500 subiu 1,20% e o Nasdaq cresceu 1,52%. No balanço da semana, esses índices acumularam altas de 3,20%, 4,53% e 6,84%, respectivamente.



