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Petróleo Brent ultrapassa US$ 125 após Trump anunciar manutenção do bloqueio em Ormuz

O preço do barril de petróleo Brent ultrapassou a marca dos US$ 125 (aproximadamente R$ 624,73) no início da quinta-feira, 30 de abril de 2026, diante da paralisação nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que deixou incerta a reabertura do Estreito de Ormuz e um desfecho definitivo para o conflito envolvendo o Irã.

O contrato do petróleo Brent com vencimento em junho subiu 6,2%, chegando a US$ 125,36, enquanto o Brent para julho registrou alta de 3,1%, fixando-se em US$ 113,85. Já o petróleo de referência dos Estados Unidos teve aumento de 2,3%, sendo cotado a US$ 109,38 por barril. Antes do surgimento da guerra no final de fevereiro, o Brent oscilava em torno dos US$ 70 por barril.

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O conflito que já dura nove semanas não apresenta uma perspectiva clara de resolução. Os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval aos portos iranianos, enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado, o que eleva os preços do petróleo. Declarações recentes indicam que o presidente Donald Trump pretende continuar com o bloqueio naval, reduzindo as expectativas de um encerramento rápido do conflito.

De acordo com os estrategistas Warren Patterson e Ewa Manthey, do ING Bank, “o fracasso das conversações entre EUA e Irã, junto à notícia de que o presidente Trump recusou a proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, provocou a perda de esperanças no mercado quanto a um rápido restabelecimento do fluxo de petróleo”.

O preço do petróleo varia conforme o tipo de óleo negociado, a localização e as condições contratuais dos futuros. Em alguns critérios, o Brent alcançou seu nível máximo desde 2008, quando chegou a US$ 147,50 por barril durante a crise financeira global.

O conflito tem causado impactos globais nos mercados, com o dólar americano fortalecendo-se frente ao iene japonês, chegando a 160,51 ienes, patamar mais alto em quase dois anos, conforme fechamento de quarta-feira em 160,44 ienes. A moeda norte-americana se valoriza por ser considerada porto seguro em períodos de instabilidade e pelo fato das taxas de juros americanas permanecerem relativamente elevadas, enquanto o Federal Reserve busca equilibrar o estímulo à economia com o controle dos preços elevados decorrentes da guerra.

A decisão do Federal Reserve em manter as taxas de juros estáveis durante a reunião de quarta-feira também sustentou o dólar, enquanto analistas apontam que o Banco do Japão pode intervir caso o iene sofra mais queda. Por outro lado, o euro teve queda, sendo cotado de US$ 1,1675 para US$ 1,1663.

Nos mercados futuros dos EUA e nas bolsas asiáticas, houve recuo após o desempenho negativo em Wall Street na quarta-feira. O índice Nikkei 225, de Tóquio, caiu 1,6%, a 58.967,07 pontos, e o Kospi, da Coreia do Sul, teve redução de 1,1%, chegando a 6.615,51 pontos. Já o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,3%, registrando 25.772,50 pontos, enquanto o Índice Composto de Xangai subiu ligeiramente 0,1%, alcançando 4.109,99 pontos. Pesquisa oficial indicou que a atividade fabril chinesa manteve-se em expansão pelo segundo mês consecutivo, apesar do choque energético provocado pela guerra no Irã.

Outros índices como o australiano S&P/ASX 200 tiveram queda de 0,3% (8.665,50), o taiex taiwanês recuou 0,1% e o Sensex da Índia caiu 1,2%.

Na quarta-feira, nos Estados Unidos, o índice S&P 500 fechou praticamente estável, com queda inferior a 0,1%, em 24.673,24 pontos. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6%, para 48.861,81 pontos, enquanto o Nasdaq subiu menos de 0,1%, fechando em 24.673,24 pontos. As ações da Starbucks avançaram 8,4% após divulgação de resultados positivos, e as da Visa cresceram 8,3% pelo mesmo motivo.

Quanto aos títulos do Tesouro americano, o rendimento das notas de 10 anos subiu de 4,36% na terça-feira para 4,42%, após o Fed adiar cortes nas taxas de juros.

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