Apesar do novo corte na Selic, Brasil mantém o segundo maior juro real do planeta
Taxa real de juros no Brasil atinge 9,33% após redução da Selic
Mesmo com a recente diminuição da taxa Selic para 14,50% ao ano, o Brasil continua ostentando o segundo maior juro real do mundo, conforme levantamento realizado pelo economista Jason Vieira, da consultoria MoneYou e Lev Intelligence.
Na última quarta-feira, 29 de abril de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, de forma unânime e pela segunda vez consecutiva, reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual.
O juro real representa a taxa de juros ajustada pela inflação projetada para os próximos doze meses, indicando o retorno efetivo que um investimento pode proporcionar ou o custo real do crédito, após descontar a perda do poder aquisitivo da moeda.
Segundo o estudo, o Brasil registrou um juro real de 9,33%, ficando atrás apenas da Rússia, que apresenta uma taxa de 9,67%. Em relação à medição anterior, houve uma queda de 0,18 ponto percentual.
Entre os países listados, o Japão apresenta o menor juro real, com -1,56%.
Ranking das maiores taxas reais de juros pelo mundo
Em termos nominais, ou seja, sem considerar a inflação, o Brasil se mantém na quarta posição mundial, à frente de nações como Colômbia, México e África do Sul, mas atrás de Turquia, Argentina e Rússia. Turquia destaca-se com a maior taxa nominal, que chega a 37% ao ano.
Ranking de juros nominais globais
Quanto às taxas nominais, o Brasil permanece em quarto lugar, destacando-se como uma das economias com os juros mais altos mesmo após a recente redução da Selic.



