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Petróleo Cai e Bolsas de NY Renovam Recordes com Proposta do Irã

Petróleo Cai e Bolsas de NY Renovam Recordes com Proposta do Irã

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Petróleo recua e bolsas de Nova York batem novos recordes com proposta do Irã para a guerra em dia sem pregão no Ibovespa

O mercado financeiro teve um dia de altos e baixos nesta sexta-feira (1º), quando o Irã apresentou uma nova proposta de acordo ao Paquistão, que atua como mediador das negociações com os Estados Unidos. A notícia impulsionou índices como o Nasdaq e o S&P 500 a ultrapassarem seus recordes históricos em Wall Street, embora o preço do petróleo tenha sofrido pressão e recuado, mantendo-se ainda acima de US$ 100 por barril. Durante o feriado que deixou a Bolsa brasileira (Ibovespa) fechada, o Dow Jones teve queda de 0,31%, o S&P 500 avançou 0,29% e o Nasdaq subiu 0,89%, superando a marca de 25.100 pontos.

Segundo informações divulgadas, uma fonte iraniana indicou à CNN que a continuação das negociações depende da suspensão pelas autoridades dos EUA do bloqueio aos portos iranianos, bem como da reabertura integral do Estreito de Ormuz por parte do Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, ressaltou que o fim da guerra e o estabelecimento de uma paz duradoura permanecem como as prioridades principais neste processo.

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Apesar da reação positiva nos mercados financeiros durante o feriado de Primeiro de Maio em diversos países, as tensões continuam a marcar o cenário. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não está satisfeito com o Irã após conversas e negociações recentes, e o Tesouro americano ampliou hoje as sanções comerciais contra o petróleo iraniano com destino à China.

Além disso, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou o redirecionamento de 45 embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, reforçando o bloqueio naval imposto pela administração americana.

Enquanto isso, instituições como o Swissquote Bank afirmam que não houve avanços significativos para o fim do conflito com o Irã, mesmo com a passagem de mais um mês. O Deutsche Bank destacou que o petróleo seguiu um movimento em forma de “U” ao longo de abril, terminando o mês próximo dos níveis iniciais, porém o preço do barril Brent subiu mais de 25% desde as mínimas registradas na metade do mês.

No ambiente de Wall Street, as ações das companhias petrolíferas ExxonMobil e Chevron caíram após a divulgação de seus resultados trimestrais, enquanto as ações da Apple avançaram com um balanço positivo divulgado ontem.

Dólar e títulos públicos dos EUA em foco

Os juros dos Treasuries, títulos do Tesouro norte-americano, operaram sem tendência definida, enquanto o dólar recuperou parcela de sua perda frente ao iene japonês, depois de uma queda significativa na sessão anterior motivada por uma possível intervenção cambial do Japão.

De acordo com o LMAX Group, o mercado cambial continua sendo influenciado pela política de intervenções no iene e pelas alterações nas expectativas globais em relação às taxas de juros. A avaliação do ING é de que, a não ser que haja uma ação decisiva de Washington, haverá demanda sólida por dólar próximo a 155 ienes, em função dos preços elevados de energia, da postura cautelosa do Banco do Japão na condução da política monetária e da retirada gradual do relaxamento quantitativo pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

Três membros do Fed—Neel Kashkari (Banco de Minneapolis), Beth Hammack (Banco de Cleveland) e Lorie Logan (Banco de Dallas)—explicaram sua posição dissidente na decisão do último dia 29, quando o Fed optou por manter os juros estáveis, mas sinalizou que uma redução das taxas pode ocorrer em junho. Kashkari declarou que tal sinalização é inadequada diante dos riscos inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio, Hammack mencionou o aumento da incerteza nas perspectivas econômicas em 2026, e Logan afirmou que a próxima mudança nos juros pode tanto ser um aumento quanto uma queda.

EUA ampliam tensões com ameaça de tarifas sobre a União Europeia

O presidente Donald Trump ameaçou elevar as tarifas para 25% sobre carros e caminhões importados da União Europeia, alegando que o bloco não estaria cumprindo integralmente o acordo comercial vigente. Entretanto, Trump condicionou a não aplicação dessas tarifas à produção dos veículos no território americano pelo bloco europeu.

A resposta do presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, foi categórica ao classificar a ameaça como “inaceitável” e acusar os EUA de serem um parceiro “pouco confiável”. Essa declaração surgiu após o fechamento da bolsa de Londres, que registrou queda devido aos resultados das empresas e ao impacto da decisão do Banco da Inglaterra de manter as taxas de juros. O mercado europeu teve sua liquidez reduzida em razão do feriado que também deixou outros pregões do continente fechados.

Indicadores econômicos dos EUA e Reino Unido

Nos Estados Unidos, o índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial atingiu 54,5 em abril, número divulgado pela S&P Global que superou tanto as estimativas preliminares quanto as expectativas do mercado. Em contrapartida, o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão da Oferta (ISM) manteve-se em 52,7, abaixo da projeção de alta para 53,2 feita por analistas.

Por sua vez, no Reino Unido, o PMI industrial registrou 53,7 em abril, número acima do previsto.

Informações complementares foram fornecidas pelo Broadcast.

Fonte

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