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Tinder Universitário: Stanford Lança App Inovador Para Matches

Tinder Universitário: Stanford Lança App Inovador Para Matches

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Universidade de Stanford lança aplicativo que revela a dificuldade dos alunos em encontrar pares românticos

Um estudante desenvolveu um algoritmo que rapidamente ganhou popularidade na Universidade de Stanford, evidenciando os obstáculos enfrentados por estudantes de alto desempenho para formar relacionamentos amorosos.

Ben Rosenfeld, aluno do último ano de Stanford e assistente residencial, percebeu a intensa expectativa dos calouros ao começar seu trabalho no dormitório. A novidade na universidade era o lançamento do Date Drop, uma plataforma de matchmaking que estreou em setembro e logo se tornou o principal tema de conversa entre os alunos.

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Segundo Rosenfeld, os estudantes não paravam de falar sobre com quem gostariam de ser combinados, a quem foram conectados e a combinação dos amigos. O Date Drop, criado pelo estudante de pós-graduação Henry Weng, convida os alunos a responderem 66 perguntas sobre seus valores, estilo de vida e opiniões políticas. Essas respostas alimentam um algoritmo que gera pares compatíveis semanalmente, toda terça-feira às 21h.

Os estudantes costumam se reunir em quartos ou bibliotecas para descobrir seus matches, e alguns expressam reclamações em fóruns como o Fizz, enquanto outros comemoram indo ao On Call Café, onde ganham uma bebida gratuita ao comparecer com seu primeiro par do trimestre.

Com mais de 5.000 usuários em Stanford, que conta com cerca de 7.500 alunos de graduação, o Date Drop também se expandiu para outras 10 instituições renomadas, como Columbia, Princeton e MIT, e recentemente obteve US$ 2,1 milhões em financiamento de capital de risco.

Reflexos da vida universitária e o mundo real

Para muitos, o sucesso do aplicativo reflete a realidade dos estudantes universitários que se sentem intimidados pelo método tradicional de paquera e saturados pelas inúmeras opções de aplicativos de namoro. Por isso, ferramentas alternativas como o Date Drop despertaram grande interesse.

O criador Weng destacou que a plataforma oferece um incentivo para que as pessoas iniciem conexões específicas, aliviando a pressão típica desses encontros. Contudo, alguns estudantes acreditam que o Date Drop é uma solução típica de Stanford para um problema que também é bastante característico da instituição.

A estudante Alena Zhang contou que, na universidade, o foco intenso em atividades acadêmicas e profissionais faz com que as interações sociais acabem sendo deixadas de lado, tornando difícil até mesmo iniciar conversas, quanto mais aprofundar relações amorosas.

Um calouro, Wilson Adkins, começou a se aproximar de uma colega de dormitório durante o auge da popularidade do app. Amigos perceberam e usaram uma funcionalidade que sugere conexões com base em terceiros, enviando alertas por e-mail. Adkins recebeu três indicações simultâneas e percebeu que seus amigos estavam agindo em conjunto para ajudar no match.

O casal acabou sendo combinado com uma taxa de compatibilidade de 99,7%. Apesar de inicialmente evitar a garota por semanas, hoje eles já estudam juntos com frequência.

Stanford também é a origem do The Marriage Pact, iniciativa iniciada em 2017 que já foi adotada em mais de 100 universidades, gerou mais de 350 mil matches e resultou em dezenas de casamentos. Seu questionário, criado por especialistas em relacionamentos, usa uma escala de concordância para avaliar afirmações que refletem valores e atitudes pessoais.

Recentemente, a equipe por trás do The Marriage Pact enviou uma notificação legal ao Date Drop alegando semelhança excessiva entre os serviços. Apesar disso, Weng afirmou que seguirá em atividade com sua plataforma.

Outras universidades mantêm tradicionais sistemas de matchmaking, como Harvard, que desde 1994 aplica o Datamatch, e Cornell, que oferta combinações para o Dia dos Namorados. Em Dartmouth, um evento chamado Last Chances permite que formandos enviem nomes de interesses amorosos para verificar reciprocidade.

Os estudantes reconhecem a utilidade desses sistemas para enfrentar a dificuldade de convidar alguém para um encontro, especialmente dado o receio do julgamento social em pequenos ambientes universitários.

O calouro Pierre Du Plessis, de Princeton, comentou que o aplicativo facilita nesses campi onde convidar alguém para sair pode gerar constrangimentos, pois uma tentativa frustrada logo vira motivo de comentários.

Desafios nos relacionamentos universitários mesmo com o apoio da tecnologia

Embora o Date Drop auxilie nos encontros, ele não resolve a complexidade dos relacionamentos em um ambiente universitário exigente como Stanford.

O estudante de segundo ano Gabriel Berger relatou que, apesar de ter tido um ótimo encontro com sua primeira combinação, seus compromissos acadêmicos e extracurriculares dificultaram o alinhamento da rotina entre os dois, levando ao fim da tentativa.

Madhav Abraham-Prakash, aluno do terceiro ano responsável pelas atividades sociais do centro estudantil e que ajudou a implementar o Date Drop no campus, vê a plataforma como uma chance de aproveitar ao máximo um grupo único de potenciais encontros, que dificilmente encontrará novamente.

Apesar de não ter encontrado um par romântico, Abraham-Prakash comentou que conseguiu conexões profissionais valiosas por meio do aplicativo.

Ele declarou que ficaria desapontado se deixasse de encontrar sua alma gêmea, um sócio ideal ou outras pessoas importantes enquanto estivesse na universidade.

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