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Bitcoin Perde US$ 1,3 Tri E Pode Cair Ainda Mais, Alerta Especialista

Bitcoin Perde US$ 1,3 Tri E Pode Cair Ainda Mais, Alerta Especialista

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Bitcoin perde US$ 1,3 trilhão após queda e especialistas alertam para possibilidade de queda adicional

O mercado do bitcoin vive um momento preocupante, tendo sofrido uma desvalorização superior a 50% em relação à máxima histórica registrada no ano anterior. A criptomoeda caiu para valores abaixo de US$ 60.000, provocando dúvidas entre investidores experientes sobre o momento ideal para comprar em meio a um cenário de pânico generalizado.

Diversos analistas e investidores veteranos, que acompanham ciclos anteriores de expansão e recessão do mercado, indicam que ainda não chegou a hora de se lançar em compras, alertando para a possibilidade de o preço continuar caindo antes que a criptomoeda alcance seu ponto mais baixo.

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Embora o bitcoin esteja entrando numa faixa de preços que historicamente marcou o fundo do poço em quedas passadas, o processo de consolidação desse patamar costuma levar meses. Isso ocorre porque sentimentos de pessimismo profundo surgem frequentemente somente quando os valores já se tornam atraentes para investidores de longo prazo.

Bruno Ver, um reconhecido investidor em bitcoin desde 2011 e capitalista de risco ligado a startups do setor, projeta que o valor da criptomoeda pode atingir cerca de US$ 50.000 antes de firmar uma base sustentável. Essa visão é compartilhada por outros investidores experientes, que focam menos em tentar cravar exatamente o preço mínimo e mais em sinais de que as vendas compulsórias diminuíram e que o capital com foco no longo prazo começa a prevalecer.

Esse processo de migração e estabilização, segundo historiadores do mercado, geralmente se estende por meses e não apenas algumas semanas.

Além do declínio do preço, outros fatores influenciam o cenário atual do bitcoin, como a retirada de investimentos dos fundos negociados em bolsa (ETFs) focados em bitcoin nos Estados Unidos, a migração do interesse dos investidores de varejo para ações ligadas à inteligência artificial, e questionamentos sobre o modelo de financiamento da Strategy, um importante player na demanda pela criptomoeda.

Desde seu pico em outubro, o valor de mercado do bitcoin diminuiu em aproximadamente US$ 1,3 trilhão, deixando o mercado em busca de novas fontes de investimento justo quando um componente fundamental do capital está em retração.

Indicadores históricos e análise técnica sinalizam próximos passos

Para tentar prever o fim da atual fase de baixa, investidores estão recorrendo a métricas que indicam quando o ciclo de vendas forçadas se aproxima do fim. Uma dessas métricas é o chamado “preço realizado” do bitcoin, que reflete o custo médio pago pelos investidores para adquirir suas moedas, funcionando como uma espécie de base de custo para a rede.

Estatísticas apontam que, em ciclos anteriores, o bitcoin encontrou suporte em valores próximos ao preço realizado, momento em que investidores mais voláteis deixam o mercado e os participantes com visão de longo prazo começam a acumular gradualmente.

A empresa CryptoQuant estima que esse preço realizado do bitcoin esteja em torno de US$ 53.400, cerca de 10% abaixo do valor atual da moeda na data da pesquisa. Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, destaca que essa métrica historicamente serviu como ponto de fundo confiável para a criptomoeda.

Estudos da Glassnode apresentam conclusões semelhantes, utilizando um conjunto mais abrangente de indicadores. O MVRV Z-Score, que contrasta o valor de mercado do bitcoin com o preço médio das moedas negociadas recentemente, encontra-se em 0,26. Níveis próximos ou abaixo de zero costumam indicar que o bitcoin está se aproximando da fase final do mercado em baixa, ao contrário de continuar operando em patamares inflacionados.

O índice que avalia o medo e a ganância dos investidores, elaborado pela CoinMarketCap, está no patamar de “medo extremo”, com valor em 15 e oscilando nessa faixa desde o começo de junho. Esse índice considera variáveis como momentum, volatilidade e derivativos para medir o sentimento do mercado, e períodos prolongados de medo intenso, segundo Bruno Ver, costumam coincidir com os fundos dos ciclos do bitcoin.

Ainda segundo a Glassnode, o bitcoin se mantém acima do custo estimado para minerar uma nova unidade, um patamar que em análises anteriores indicou momentos críticos. Os modelos técnicos da empresa situam o preço entre US$ 37.000 e US$ 60.000 como a faixa provável para o fundo atual do mercado, com a média apontando perto de US$ 53.000.

Investidores veteranos recomendam cautela e realismo

Apesar desses sinais técnicos e históricos, especialistas alertam que não se deve interpretar essas métricas como garantias ou roteiros determinísticos. A volatilidade do bitcoin decorre de uma série de fatores, incluindo o momentum de mercado, alavancagem, mudanças no comportamento dos investidores, fluxos em ETFs, choques macroeconômicos, mudanças regulatórias e tensões relacionadas a grandes players como a Strategy.

Nesse sentido, os investidores mais experientes tendem a abordar o conceito de fundo de mercado com outra perspectiva, focando menos em tentar identificar a mínima exata e mais em detectar quando o equilíbrio entre sentimento de medo e valor percebido começa a se modificar.

Desde uma análise histórica, parece que o bitcoin está entrando nessa zona de transição, mas se isso marcará o fim definitivo do atual ciclo de baixa permanece uma dúvida em aberto.

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