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Matriz Das Torcidas Da Copa: Festa E Desafios No Mundial

Matriz Das Torcidas Da Copa: Festa E Desafios No Mundial

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A Matriz das Torcidas da Copa: quem está comemorando e quem está sofrendo no Mundial

Quarenta e oito torcidas estão espalhadas pela América do Norte, mas nem todas estão vivendo a mesma realidade durante a Copa do Mundo. Realizamos um levantamento completo para entender o amplo espectro de emoções dos fãs nesse torneio.

Frequentemente, nos deparamos com cenas inesquecíveis, como os torcedores noruegueses remando em jogos de beisebol, os americanos entoando com entusiasmo “[Take Me Home, Country Roads]” e os escoceses consumindo toda a cerveja disponível em cidades como Boston, além dos aeroportos entre as sedes.

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Também presenciamos o nervosismo dos ingleses, a tempestade que molhou os franceses em Filadélfia, e a emoção intensa do jovem belga que chorou diante do fracasso de sua equipe.

A Copa do Mundo sempre desperta uma gama enorme de sentimentos. Neste ano, com o recorde de 48 seleções competindo em solo norte-americano, as emoções estão mais intensas que o habitual. Enquanto algumas torcidas estão vivendo momentos inesquecíveis – como os fãs de Cabo Verde –, outras aguardam ansiosamente o retorno para casa, como os panamenhos.

Nosso objetivo, aqui, foi ir além das impressões e tentar medir, de forma metodológica, quem está aproveitando ao máximo e quem está enfrentando frustrações nesta edição do Mundial.

Para isso, desenvolvemos um ranking sofisticado das torcidas presentes, analisando desde os resultados das equipes no gramado (eixo vertical), até o quanto os fãs estão desfrutando da experiência de visitar as 16 cidades-sede (eixo horizontal).

Foram considerados diversos fatores, incluindo a expectativa de gols (“expected goals”), as condições climáticas e até as grandes concentrações de torcedores vestidos com kilts xadrez.

Este é o que chamamos de Matriz das Torcidas da Copa do Mundo.

Festa nos Estados Unidos

Os vikings da Noruega desembarcaram na América do Norte pela segunda vez após mais de mil anos, desta vez prontos para conquistar a festa, principalmente a cerveja. Disputando sua primeira Copa desde 1998, o time “remou como viking” e conseguiu avançar para as etapas eliminatórias.

Os torcedores de Cabo Verde, que nunca haviam acompanhado a seleção em uma Copa, estão aproveitando intensamente. Depois de empates surpreendentes contra Espanha e Uruguai, o goleiro Vozinha alcançou a marca de mais de 16 milhões de seguidores no Instagram. Além disso, o visto da mãe dele para acompanhar os jogos nos EUA foi agilizado pessoalmente pelo secretário de Estado americano, aumentando a festividade.

Os anfitriões norte-americanos, por sua vez, têm motivos de sobra para comemorar. Apesar da ansiedade esperada antes do torneio, os Estados Unidos passaram tranquilamente pela fase de grupos dentre os gritos de águias e os cantos emocionados de John Denver, prolongando a festa por pelo menos mais uma semana.

Viagem a negócios

Existem torcidas que viajaram para os Estados Unidos com um foco claro: conquistar o troféu e levar a vitória para casa. Espanha e Argentina, por exemplo, já conhecem bem esse caminho e não se empolgam com vitórias fáceis na fase inicial.

Os franceses, por outro lado, ficaram ainda mais irritados durante a vitória contra o Iraque. Apesar da considerável presença de torcedores ao longo da Costa Leste americana, o jogo foi marcado por atrasos prolongados e uma chuva intensa e quase bíblica.

Aqui só pela cerveja

Boston certamente lembrará dos festejos promovidos pela “Tartan Army”, conhecida torcida escocesa, durante sua passagem pelo estado de Massachusetts.

Porém, para a seleção da Escócia, este Mundial foi decepcionante; sua primeira participação desde 1998 durou pouco além da ressaca dos fãs.

No entanto, os escoceses deixaram sua marca – desde os bares no bairro de Back Bay até as arquibancadas do Fenway Park. Afinal, o acessório mais desejado neste verão em Boston pode até ser uma gaita de foles.

Curaçao, a menor nação a se classificar para uma Copa do Mundo, também chegou com expectativas modestas. Isso explica a euforia dos torcedores ao comemorarem o primeiro gol da equipe em Mundiais contra a Alemanha, mesmo após sofrerem sete gols do adversário.

Me leva pra casa

Os torcedores da Turquia foram os que tiveram a pior experiência nesta Copa. Eles assistiram mais de 180 minutos aos dois primeiros jogos da seleção, que finalizou a bola 62 vezes sem conseguir marcar. A eliminação veio muito antes do jogo final, com uma vitória sem importância contra os Estados Unidos.

Torcedores do Catar, embora em menor número, passaram por situação parecida. Quatro anos depois de sediar o torneio, a seleção catariana foi derrotada de forma contundente, sofrendo 10 gols em três partidas.

Se há algum consolo, é que para esses fãs o sofrimento está próximo do fim: eles já estão retornando para casa.

Este conteúdo foi traduzido do inglês para o português por InvestNews.

Fonte

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