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Startup De Antecipação De Recebíveis Revoluciona Mercado E Expande Nos EUA

Startup De Antecipação De Recebíveis Revoluciona Mercado E Expande Nos EUA

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Startup de antecipação de recebíveis já movimenta R$ 200 bilhões e busca expansão nos EUA

A Monkey, startup especializada em antecipação de recebíveis, projeta movimentar cerca de R$ 100 bilhões ao longo de 2026. Essa meta simboliza um novo patamar para a fintech voltada ao financiamento de cadeias produtivas, que está em fase de expansão para os Estados Unidos e aposta na duplicata escritural para ampliar seu mercado potencial.

Fundada em 2016, a Monkey criou uma plataforma que conecta grandes empresas, fornecedores e instituições financeiras em transações de antecipação de recebíveis. O modelo opera como um leilão digital, em que bancos e fundos competem para adquirir direitos creditórios, o que possibilita a redução do custo de financiamento para empresas da cadeia de suprimentos.

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Desde sua criação, a empresa já movimentou R$ 200 bilhões. Apenas neste ano de 2026, a expectativa é alcançar metade desse volume. Além disso, a empresa planeja que a receita derivada da internacionalização cresça significativamente nos próximos anos, enquanto o mercado brasileiro passa por mudanças regulatórias que podem aumentar consideravelmente a demanda por seus serviços.

De um produto único a um ecossistema de financiamento

A Monkey foi idealizada a partir da experiência de Gustavo Muller no setor financeiro. Com quase 20 anos de atuação no mercado, incluindo passagem pela XP, Muller decidiu transformar em negócio um modelo digitalizado de antecipação de recebíveis. A ideia era eliminar processos manuais e criar uma infraestrutura digital que financiasse cadeias produtivas.

Na prática, fornecedores podem antecipar valores a receber de grandes companhias, enquanto instituições financeiras disputam a compra desses recebíveis, criando um ambiente competitivo que reduz o custo do crédito para pequenas empresas. Anteriormente, esse custo chegava a 4% ao mês; com a plataforma da Monkey, pode cair para cerca de 1%, dependendo da operação.

Essa solução original da startup ainda representa entre 70% e 80% das operações. Contudo, nos últimos anos, a fintech ampliou seu portfólio incluindo produtos relacionados a recebíveis de cartão e outras estruturas de cessão de crédito mais abrangentes.

“Percebemos como podemos estar mais presentes na jornada desses participantes, ajudando-os em diferentes objetivos”, comenta o CEO Gustavo Muller.

Desafio da expansão internacional adaptada às particularidades locais

A internacionalização da Monkey teve início no Chile, durante o período da pandemia. Essa experiência fez a empresa revisar sua estratégia para os próximos mercados. Para Muller, adaptar a plataforma tecnológica foi menos complexo do que entender as nuances das relações comerciais e do mercado de crédito em cada país.

“Compreender e incorporar a cultura local é fundamental para que toda a empresa assimile e funcione de forma adequada”, destaca o executivo.

Atualmente, a Monkey opera também no Chile e no México, além de estar desenvolvendo quatro projetos nos Estados Unidos. A previsão é que as operações internacionais representem cerca de 10% do faturamento em 2026, podendo alcançar metade da receita nos anos seguintes.

“Os Estados Unidos têm potencial para se tornar um mercado muito importante para nós”, afirma. Ele acrescenta que a compreensão da expansão e a adaptação a novos mercados se torna mais fácil conforme a empresa estrutura equipes capacitadas para atuar em diferentes países e dialogar com seus respectivos mercados.

Impacto de nova regulação e expansão do mercado brasileiro

Concomitantemente à expansão internacional, a Monkey acompanha de perto a implementação da duplicata escritural, que terá operação assistida a partir de julho. Este cadastro eletrônico das duplicatas proporciona maior transparência e segurança jurídica nas negociações desses ativos pelas instituições financeiras.

Esse avanço amplia o mercado potencial, que deixa de estar restrito a grandes empresas e passa a englobar milhões de pequenas e médias companhias, aumentando a capacidade de execução dos ativos financeiros e abrindo espaço para novos serviços de gestão e controle de recebíveis, complementando o marketplace operado pela Monkey.

“Há uma década construímos essa orquestração; conectamos essas pontas para dar visibilidade e possibilitar decisões mais fundamentadas para todas as partes”, ressalta Muller.

Combinando crescimento internacional, diversificação de produtos e os efeitos da nova regulamentação no Brasil, a Monkey projeta movimentar R$ 100 bilhões somente em 2026.

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