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Negociações entre EUA e Irã permanecem incertas, apesar de indícios de encontro em Doha

Ainda que houvesse a expectativa de um encontro entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã em Doha nesta semana, o governo iraniano afirmou nesta segunda-feira que não há reunião agendada. A posição ocorre em meio a tensões recentes, após o cessar-fogo temporário entre os dois países ter sido testado por ataques com mísseis durante o último fim de semana.

Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, comunicou que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviará Jared Kushner, seu genro, e o enviado especial Steve Witkoff para conduzir as negociações americanas. Por outro lado, Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, negou que alguma conversa tenha sido marcada e afirmou que a visita da delegação estadunidense “não está relacionada” a negociações.

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Apesar dessa negação oficial por parte de Teerã, uma autoridade iraniana de alto escalão revelou à Reuters que um encontro deve ocorrer em Doha na terça-feira. Segundo essa fonte, diferentemente das rodadas técnicas anteriores realizadas na Suíça, o foco dessa reunião seria a administração do Estreito de Ormuz e ações para diminuir as tensões na região. Outra fonte, que acompanha as negociações, disse que equipes técnicas dos EUA e do Irã devem ter encontros separados com mediadores do Catar e do Paquistão na quarta-feira.

A divergência quanto à confirmação do encontro expõe a fragilidade do acordo estabelecido em 17 de junho, que pretendia interromper um conflito de quatro meses que afetou a circulação global de petróleo pelo Estreito de Ormuz e intensificou a pressão política sobre Trump, às vésperas das eleições legislativas americanas de novembro.

De acordo com o acordo anterior, Washington e Teerã concordaram em um prazo de 60 dias para implementar um memorando com 14 pontos, visando consolidar o cessar-fogo, avançar nas discussões sobre o programa nuclear iraniano e buscar um armistício definitivo. Contudo, até o momento, as negociações têm progredido lentamente, com ambos os lados acusando o outro de não cumprir os compromissos firmados.

Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, OmãFonte

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