Chilli Beans amplia sua operação nos EUA com nova loja em Miami e plano para 60 pontos até 2030
A rede brasileira de óculos e acessórios Chilli Beans está intensificando sua expansão internacional com a inauguração de uma nova unidade no Dadeland Mall, um dos principais centros comerciais da cidade de Miami, na Flórida. Essa abertura reforça o compromisso da marca em ampliar sua presença no mercado norte-americano, especialmente na Flórida, que se torna um polo estratégico para a operação.
A entrada da Chilli Beans nos Estados Unidos ocorreu em 2009 através de operações próprias, mas o grande impulso veio em 2023 com a instalação da primeira loja conceito (flagship) gerida por um master franqueado local na Lincoln Road, em Miami. Além das lojas físicas, a empresa também opera um comércio eletrônico que atende todo o território americano.
Plano de Expansão para os Estados Unidos
A nova unidade no Dadeland Mall soma-se à flagship já existente em South Beach, consolidando a marca em pontos fundamentais do turismo e comércio local. Essa estratégia faz parte do plano administrado pela World Bridge Brands (WBB), responsável pela master franquia da Chilli Beans no país. A expectativa da empresa é abrir 60 novas lojas nos EUA até 2030, tornando o mercado americano uma das principais frentes para o crescimento global da marca.
Segundo Caito Maia, fundador e CEO da Chilli Beans, a intenção é triplicar a operação internacional nos próximos cinco anos. Atualmente, a rede conta com mais de 1.200 lojas distribuídas em 20 países.
Importância Estratégica da Flórida
A escolha da Flórida para concentrar investimentos não é casual. Nathali Oliveira, CEO da World Bridge Brands, destaca o potencial econômico do estado e seu perfil turístico como fatores decisivos. O estado recebe cerca de 140 milhões de turistas anualmente e possui indicadores econômicos sólidos, além de uma significativa comunidade brasileira residente, o que favorece o crescimento de negócios internacionais.
Oliveira ressalta que, apesar das incertezas globais, os EUA continuam sendo o mercado mais estável do mundo e oferecem oportunidades consistentes para marcas em expansão internacional. A expectativa é que até o final de 2026 a Chilli Beans possua 15 unidades na Flórida, transformando o local em sua principal base de crescimento nos EUA.
Expansão também mira o Caribe
Além do mercado americano, a internacionalização da Chilli Beans avança também para a região do Caribe. O primeiro ponto pilotado será inaugurado na República Dominicana e deverá servir como base para futuras operações em outros países caribenhos, como Porto Rico, Jamaica e Barbados.
Para este ano, a empresa projeta um crescimento de 15% em sua expansão internacional, com o Caribe sendo uma área estratégica. Caito Maia ressalta que a marca busca se adaptar aos consumidores locais, adotando uma “tropicalização” da marca. O investimento previsto na região nos próximos cinco anos é de aproximadamente US$ 500 mil.
Visão global e desafios à frente
Em 2025, a Chilli Beans alcançou um faturamento de R$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de cerca de 4%, mesmo diante de um cenário macroeconômico complicado, marcado por juros elevados. O CEO Caito Maia ressaltou as dificuldades enfrentadas, principalmente devido às taxas de juros próximas de 20% no Brasil.
A estratégia para os próximos cinco anos inclui abrir um total de 140 lojas distribuídas em 22 países, com um investimento previsto de US$ 3,5 milhões até 2030. O processo de internacionalização exige, segundo o CEO, mais do que capital — requer adaptação de coleções, campanhas e calendários para atender às differentes culturas e comportamentos de consumo.
No Brasil, apesar do ambiente político incerto por conta das eleições, a empresa mantém seus planos robustos de expansão, com expectativa de inaugurar 100 novas lojas.
A trajetória da Chilli Beans representa um cenário crescente em que companhias brasileiras ampliam sua atuação em mercados internacionais considerados mais resilientes e com maior poder aquisitivo, mesmo diante de desafios econômicos e geopolíticos globais. Os Estados Unidos e o Caribe permanecem no centro dessa estratégia.



