Alta Nas Exportações De Veículos Elétricos Impulsiona China Globalmente

Alta Nas Exportações De Veículos Elétricos Impulsiona China Globalmente

China expande sua atuação mundial com crescimento de 140% nas exportações de veículos elétricos

As exportações chinesas de carros elétricos de passageiros aceleraram significativamente em novembro de 2025, impulsionadas tanto pelo aumento do volume quanto pela conquista de novos mercados. No último mês, a China exportou 399,4 mil unidades, apresentando uma alta de 144,93% em relação ao ano anterior, totalizando um valor de US$ 7,076 bilhões, com crescimento de 139,83%.

Esse avanço ocorre em meio a uma redução nas importações globais, evidenciando a estratégia da China de fortalecer sua presença nos mercados já estabelecidos enquanto expande para outras áreas potenciais.

Desempenho acumulado no ano

Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações chinesas de veículos elétricos de passeio atingiram 3,3731 milhões de unidades, um aumento de 63,59% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O valor total dessas transações comerciais alcançou US$ 65,292 bilhões, correspondendo a uma alta anual de 34,47%. Apenas as exportações foram responsáveis por US$ 61,537 bilhões desse montante, com um crescimento de 41,66%.

Predominância dos automóveis de passeio nas exportações

No mês de novembro, os veículos de passeio representaram 99,73% do volume exportado e 97,19% do valor total das exportações chinesas no segmento de veículos elétricos. Foram embarcadas 398,3 mil unidades, o que corresponde a um crescimento anual de 146,12%, gerando receitas de US$ 6,878 bilhões, alta de 154,25%.

O preço médio de exportação desses veículos ficou em US$ 17.265,35, registrando um aumento anual discreto de 3,30%. Em termos de categoria, os carros 100% elétricos tiveram aumento médio de 6,11% no valor. Os híbridos plug-in, por outro lado, sofreram queda significativa de 24,40%, enquanto os híbridos convencionais apresentaram um leve aumento de 1,88%.

Já o preço médio geral dos veículos elétricos exportados em novembro foi de US$ 17.715,65, tendo uma redução de 2,08% em relação ao ano anterior e queda de 6,22% na comparação com outubro.

Queda nas exportações de ônibus elétricos

O segmento de ônibus elétricos exibiu retração no período. Em novembro, as exportações desse tipo de veículo foram de 1.083 unidades, registrando queda de 11,95% na comparação anual. O valor exportado somou US$ 199 milhões, uma redução de 19,10%, com preço médio unitário de US$ 183.343,60, representando uma baixa de 8,11%.

Dentro desse segmento, os ônibus totalmente elétricos constituíram 97,05% do total exportado, mas tanto o volume quanto o preço apresentaram queda. Os ônibus híbridos, apesar de comercializados em quantidades menores, mostraram aumento mensal, contudo com alta volatilidade.

Europa e Ásia lideram enquanto mercados emergentes ganham força

Durante os onze primeiros meses, os principais destinos para os veículos elétricos chineses foram Bélgica (US$ 6,18 bilhões), Reino Unido (US$ 5,488 bilhões) e Emirados Árabes Unidos (US$ 3,773 bilhões). Os dez maiores mercados concentraram 53,86% do valor total das exportações.

Em novembro, a Ásia e a Europa continuaram sendo os maiores mercados, com importações de US$ 3,037 bilhões e US$ 2,253 bilhões, respectivamente. Entre os mercados emergentes, a América do Norte registrou um aumento expressivo de 404,36%, alcançando US$ 836 milhões em importações. A América do Sul atingiu US$ 499 milhões, com crescimento de 248,76%. Além disso, África e Oceania também mostraram crescimento nas aquisições de veículos elétricos chineses.

Montadoras chinesas intensificam sua presença global

Em novembro, as fabricantes chinesas de automóveis aceleraram a expansão da produção fora do país. A Renault–Geely anunciou planos para ampliar sua fabricação no Brasil. A BYD mantém projetos industriais na Turquia, com previsão de início das operações em 2026. A BAIC iniciou a montagem de veículos na África do Sul, enquanto a Great Wall Motors ampliou a produção no Uzbequistão.

Essa estratégia de expansão envolve produção local, transferência de tecnologia e integração das cadeias de suprimento, sinalizando uma nova etapa na projeção global das montadoras chinesas.

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