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Bitcoin Pode Alcançar US$ 100 Mil Com Impulso De ETFs

Bitcoin Pode Alcançar US$ 100 Mil Com Impulso De ETFs

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Bitcoin pode alcançar US$ 100 mil impulsionado por ETFs, afirmam analistas

Analistas consultados pela Bloomberg Línea indicam que o desempenho futuro do bitcoin estará condicionado a três fatores principais: as decisões sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed), os avanços regulatórios nos Estados Unidos e o volume de investimentos direcionados aos ETFs, que atualmente representam o principal indicador do interesse institucional pelo mercado de criptomoedas.

Após sofrer uma queda significativa no primeiro trimestre do ano, chegando a oscilar em torno de US$ 60 mil, o preço do bitcoin voltou a subir, superando a marca dos US$ 80 mil no início de maio, um nível que não alcançava desde três meses atrás.

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Matias Bari, CEO e cofundador da plataforma de câmbio Satoshi Tango, explicou à Bloomberg Línea que a recuperação do bitcoin está sendo impulsionada por um perfil diferente do observado em ciclos anteriores. Agora, o movimento é guiado por grandes instituições financeiras que investem via ETFs regulamentados, ao contrário dos ciclos anteriores em que predominava o investimento de varejo especulativo.

Segundo Bari, essa mudança confere maior robustez à valorização do ativo, pois trata-se de capital mais paciente e estruturado. Ele destaca que os ETFs de bitcoin nos EUA compram semanalmente uma quantidade de moedas que supera amplamente o volume produzido pela mineração, algo que o mercado nunca havia experimentado e que cria uma base sólida de demanda, inclusive em períodos de volatilidade.

Projeções de instituições financeiras de Wall Street sugerem que o bitcoin pode atingir entre US$ 120 mil e US$ 150 mil até o final do ano, embora existam opiniões mais cautelosas e outras mais otimistas, há um consenso claro de que os patamares atuais serão superados.

Outro ponto destacado por Bari está na política monetária do Fed, pois taxas de juros mais baixas poderiam favorecer ativos considerados de risco, como o bitcoin. Além disso, o avanço das regulações no Congresso americano para o setor das criptomoedas, se aprovado, pode abrir portas para ainda maiores aportes institucionais, sobretudo via ETFs, que são hoje o indicador mais relevante do apetite do mercado.

Para ele, independentemente do preço exato, o bitcoin está passando de um ativo de nicho e puramente especulativo para um componente aceitável em carteiras diversificadas, com grandes bancos custodiante, gestoras tradicionais e fundos soberanos aderindo ao ativo.

Embora a volatilidade continue elevada, essa maturação institucional deve alterar o perfil do bitcoin, provavelmente elevando o seu piso de valor no longo prazo.

Segundo relatório da plataforma de câmbio Bitfinex, o mês de abril marcou o melhor desempenho mensal do bitcoin em um ano, com alta de quase 12%, o que ajudou a aumentar a capitalização total do mercado cripto para US$ 198 bilhões.

Um marco importante ocorreu no início de maio, quando o bitcoin superou decisivamente os US$ 80 mil pela primeira vez desde o final de janeiro, rompendo uma forte zona de resistência entre US$ 78 mil e US$ 79 mil e se aproximando dos US$ 83 mil, representando uma melhoria estrutural significativa.

Fabián Delgado, gerente de desenvolvimento de negócios da Bitfinex para a América Latina, informou que o próximo patamar técnico relevante para o bitcoin é um fechamento diário acima de US$ 84.766, um nível que indicaria uma consolidação positiva e estrutural para o restante do ano.

Ele também ressaltou que atualmente há quase 4 milhões de bitcoins nas mãos de investidores considerados compradores convictos, o que representa o maior volume desde a crise da covid-19 em 2020 e historicamente antecede movimentos de recuperação maiores, devido à redução da oferta disponível no mercado.

Renato Campos, CEO da Greyhound Trading, compartilhou uma visão otimista em relação ao bitcoin no longo prazo, afirmando que o ativo já está numa fase de amadurecimento institucional e de integração progressiva nas carteiras globais. No entanto, ele alertou que o percurso do ativo não será linear e que há espaço para correções consideráveis ao longo de 2026, especialmente se o mercado financeiro dos EUA passar por períodos de contração.

Campos destacou que, atualmente, o mercado está atento não apenas à inflação e às taxas de juros, mas também à fragilidade em segmentos da dívida privada e do crédito corporativo, o que pode ser o principal catalisador da volatilidade no segundo semestre do ano.

Nesse contexto de incertezas financeiras, ele acredita que o bitcoin continuará apresentando uma correlação, ao menos no curto prazo, com ativos de risco tradicionais e movimentos de liquidez global, reagindo de forma semelhante às oscilações do mercado acionário americano.

Portanto, apesar da tendência geral de alta, não devem ser descartadas novas correções antes de um novo ciclo expansivo.

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