Brasil lidera entre emergentes na adoção de inteligência artificial, afirma economista-chefe da Visa
Joel Virgen destaca o país como ambiente propício para inovação e testes tecnológicos
Joel Virgen, economista chefe da Visa para a América Latina, ressalta que o Brasil está avançado no campo da inteligência artificial (IA) quando comparado a outras nações emergentes. Segundo ele, o país se encontra em posição privilegiada em diversas métricas e índices relacionados à adoção da tecnologia.
Em entrevista à EXAME, Virgen afirmou que o Brasil supera ligeiramente seus principais concorrentes nesse setor, destacando que o país parte de uma base mais robusta que outros pares com perfis similares.
Visa testa soluções inovadoras em território brasileiro
A empresa Visa tem investido em testes de tecnologias avançadas no Brasil. Em março, por exemplo, foi realizada a primeira transação com agentes de IA, marcando um passo importante na aplicação prática dessas ferramentas.
Virgen explicou que o Brasil é um dos pioneiros globais a experimentar as soluções desenvolvidas pela empresa recentemente. Além disso, o país faz parte de um grupo de mercados, incluindo Índia e outros, que apresentam ambientes disruptivos para pagamentos e fintechs, tornando-o ideal para implementação de testes inovadores.
Impactos da inteligência artificial na economia global
Apesar dos choques recentes, como a Guerra do Irã, Joel Virgen frisa que o progresso da IA continuará impulsionando o crescimento econômico mundial, embora ainda atravessando uma fase inicial.
Ele observa que, no momento atual, o foco está em investimentos e inovação, e que os efeitos em produtos e a expansão de atividades econômicas ainda estão em fase de desenvolvimento. Virgen destaca que vivemos uma nova revolução industrial, cuja compreensão é essencial para acompanhar as transformações.
Trajetória do economista Joel Virgen
Com 25 anos de experiência no estudo de mercados emergentes, Virgen já atuou em cargos executivos nos bancos BNP Paribas, TD e Citibanamex, além de possuir doutorado em economia pela Universidade de York.
Em entrevista à EXAME, ele também comentou sobre as consequências da Guerra do Irã para a economia global e as mudanças no comportamento do consumidor.



