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Casas Bahia Registra Prejuízo Com Provisão Sem Impacto No Caixa

Casas Bahia Registra Prejuízo Com Provisão Sem Impacto No Caixa

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Casas Bahia registra prejuízo de R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre com provisão sem impacto no caixa

A Casas Bahia, com ações negociadas sob o código BHIA3, divulgou prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre de 2025. Esse resultado foi influenciado principalmente por uma provisão para Imposto de Renda diferido no valor de R$ 1,45 bilhão. Apesar desse impacto contábil, o trimestre foi marcado pela significativa redução da dívida, além do aumento de receitas e ampliação das margens da empresa.

O diretor financeiro da varejista, Elcio Ito, comentou que essa provisão foi contabilizada após a realização de testes de estresse da companhia. Esses testes consideraram o cenário geopolítico atual e os riscos potenciais para a inflação, taxas de juros e outras variáveis macroeconômicas.

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Segundo Ito, a decisão de efetuar a provisão foi adotada por prudência e conservadorismo, visando enfrentar um cenário de estresse econômico. Ele ressaltou que essa provisão não gerou efeito no caixa ou impacto financeiro imediato — trata-se de uma medida preventiva diante da possibilidade de condições macroeconômicas desfavoráveis.

Excluindo essa provisão, o prejuízo da Casas Bahia no período teria sido de R$ 79 milhões, uma melhora se comparado à perda de R$ 452 milhões registrada no mesmo trimestre do ano anterior. No balanço, as despesas com vendas, gerais e administrativas ficaram em aproximadamente R$ 1,9 bilhão, um aumento de 0,4%. O resultado financeiro foi negativo em R$ 557 milhões no trimestre.

Vale destacar que essa despesa financeira declinou fortemente em relação ao quarto trimestre de 2024, que havia somado R$ 921 milhões. A redução ocorreu num trimestre em que a empresa concluiu a reestruturação do perfil da sua dívida, que diminuiu de forma substancial. A dívida líquida ajustada ficou em R$ 1,13 bilhão, frente a R$ 4,48 bilhões do trimestre anterior.

O índice de alavancagem, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu de 1,9 para 0,4 vez entre o terceiro e o quarto trimestre.

Em suas declarações, Elcio Ito destacou que a redução de 75% da dívida líquida em pouco tempo representou um avanço crucial para o fortalecimento do balanço da companhia, o que deverá sustentar o crescimento futuro. Ele também ressaltou a estabilidade e consistência dos resultados operacionais apresentados.

Desempenho operacional consolida avanços

No quarto trimestre, a receita líquida da Casas Bahia subiu 6,1%, alcançando R$ 8,471 bilhões. O GMV (Gross Merchandise Volume) consolidado progrediu 8,7%, totalizando R$ 13,1 bilhões. Enquanto o GMV das lojas físicas permaneceu estável, houve avanço de 2,6% nas vendas comparáveis das mesmas lojas. Já o comércio eletrônico teve forte expansão, crescendo 21,7% no período.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 826 milhões no trimestre, o que representa um aumento de 29,1% na comparação anual, e a margem nessa métrica subiu para 9,8%, ante 8% um ano antes. A margem bruta também melhorou 0,7 ponto percentual, chegando a 31,5%.

Perspectivas para 2026 e o crescimento do crediário

Em relação ao início de 2026, o diretor financeiro preferiu não entrar em muitos detalhes sobre o desempenho das vendas, mas assegurou que a empresa segue crescendo e conquistando participação no mercado. Ele pontuou que o ambiente macroeconômico mantém desafios, especialmente devido às taxas de juros elevadas.

Entretanto, mencionou que existem fatores potencialmente favoráveis para a companhia neste ano. A isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000 pode representar um incremento na renda dos consumidores. Além disso, o calendário esportivo da Copa do Mundo deve ajudar, principalmente no segundo trimestre. As eleições também costumam impulsionar o consumo e dinamizar a economia, pontos que devem beneficiar a varejista.

O executivo frisou que a companhia mantém um projeto robusto para expandir a carteira de crediário, que cresceu 7% no último trimestre, chegando a R$ 6,6 bilhões. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 8,6%, com uma perda líquida de 4,6%.

Elcio Ito explicou que o objetivo é ampliar o crédito oferecido pelo negócio, pois isso fortalece as vendas. Contudo, ressaltou que o crescimento deve ser sustentável e responsável, considerando as restrições do cenário macroeconômico e o nível da inadimplência, para evitar riscos maiores no futuro.

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