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Clínica LongLife Alavanca Faturamento com Uso do Ozempic

Clínica LongLife Alavanca Faturamento com Uso do Ozempic

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A clínica que aproveita a popularidade do Ozempic com meta de faturar R$ 50 milhões

Médico mineiro Gustavo Sá funda LongLife após atendimento na pandemia, transformando a demanda por prevenção em negócio de R$ 15 milhões

O mercado global de wellness está avaliado em cerca de R$ 10,5 trilhões, conforme relatório de 2025 da consultoria McKinsey & Company. Foi nesse cenário que o nutrólogo mineiro Gustavo Sá decidiu apostar em uma clínica dedicada ao bem-estar, integrando a medicina preventiva baseada em evidências científicas.

Fundada em 2022 na cidade de São Paulo, a LongLife é especializada em endocrinologia, nutrologia e medicina esportiva, e agora também atende na área de dermatologia. A empresa já alcança um faturamento anual de R$ 15 milhões.

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O crescimento ocorre em um momento estratégico, impulsionado pela popularização dos medicamentos para perda de peso, como os análogos de GLP-1 (exemplos são Ozempic e Mounjaro), que renovaram o cenário do setor e atraíram uma nova base de pacientes.

“Estamos vivendo uma fase da medicina que enfatiza a prevenção”, destaca Gustavo Sá.

A clínica traça como objetivo expandir seu faturamento para R$ 50 milhões até o ano de 2030, com planos de crescimento no interior paulista e a criação de um espaço dedicado ao atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista.

Início da trajetória na pandemia até o consultório próprio

Antes de formalizar seu projeto empreender, Gustavo Sá trabalhava produzindo brownies para complementar seus ganhos durante a faculdade. Após sua formação, deixou Caratinga (MG) para atuar em São Paulo.

A ideia para criar a LongLife surgiu durante o período da pandemia em um hospital, onde ele atendia muitos pacientes graves que possuíam doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. Gustavo orientava os pacientes sobre os tratamentos tanto da Covid-19 quanto das comorbidades.

Após a alta hospitalar, ele passou a incentivar mudanças no estilo de vida, o que gerou um interesse crescente dos pacientes por esse tipo de atendimento preventivo.

“A pandemia foi inesperada, e novas crises podem surgir. Por isso, construir uma base sólida de saúde é fundamental”, explica Gustavo Sá.

O interesse dos pacientes foi tanto que ele começou atendê-los de forma particular, mesmo sem ter um escritório estruturado. Passou a comprar um chip de celular, atuando sozinho como recepcionista, e alugou salas em um coworking médico em São Paulo. Em menos de um mês, sua agenda já estava cheia, e três meses depois, decidiu se dedicar integralmente ao negócio.

Com o aumento da demanda, Gustavo idealizou o Instituto LongLife, que foi inaugurado em 2022 com foco em nutrologia, longevidade e bem-estar.

“Nosso diferencial está no atendimento humanizado, implementado como estratégia real e não apenas como palavra”, ressalta o médico.

O crescimento da clínica aconteceu, em boa parte, por indicações de pacientes, que correspondem a 70% a 80% da clientela. Foram estruturados programas formais de recomendação e criadas dinâmicas para motivar o engajamento dos pacientes, como desafios gamificados para manter a continuidade dos tratamentos.

Em 2023, uma segunda unidade foi aberta. Embora inicialmente focada no mesmo modelo, houve dificuldade para manter as duas, e a estrutura passou a atender principalmente estética e dermatologia, com especialistas como dermatologistas, cirurgiões plásticos e clínicos integrantes da equipe – área que hoje é uma das mais fortes da operação.

O impacto dos medicamentos e perfil diversificado dos clientes

Gustavo Sá foi um dos primeiros a prescrever Mounjaro, um medicamento injetável voltado à perda de peso, acompanhando pacientes três anos e meio antes da ampla difusão no Brasil.

Com a aprovação da Anvisa e distribuição nas farmácias, o acesso a esse tipo de remédio aumentou, mas também abriu espaço para a utilização irregular, o que passa a motivar o atendimento para casos neste contexto.

O instituto experimentou um crescimento expressivo com a popularização desses tratamentos, pulando de R$ 500 mil para R$ 3 milhões em faturamento mensal.

Gustavo enxerga na retatrutida, uma nova droga em fase avançada de testes clínicos, a próxima tendência no setor de emagrecimento, com expectativa de liberação ainda em 2026.

“Esse medicamento mostra potencial para redução de mais de 24,2% do peso em 48 semanas, o que é bastante relevante”, afirma o empresário.

Projetos de crescimento pelo país

A LongLife planeja crescer por meio da expansão das unidades físicas, oferta de planos recorrentes para acompanhamento e ampliação dos serviços relacionados à medicina preventiva.

Contudo, o mercado deverá se tornar mais competitivo, com riscos diante do avanço do atendimento informal.

“O maior desafio atualmente é perder pacientes para serviços que oferecem medicamentos sem o devido acompanhamento clínico”, comenta.

Apesar do cenário, a clínica mantém a ambição de atingir R$ 50 milhões em faturamento até 2030, inaugurando novas unidades principalmente no interior de São Paulo, com São José do Rio Pardo como primeira cidade escolhida, marcada para abertura nos próximos dois meses.

A segunda unidade fora da capital deve ser instalada no Rio de Janeiro, local onde o médico já atuou com operações temporárias que geraram alta procura, inclusive com pacientes dispostos a viajar até São Paulo para atendimento.

Na capital paulista, o plano é lançar uma terceira unidade flagship com foco voltado às pessoas com transtorno do espectro autista.

“Compreendo o autismo como uma condição epigenética, na qual predisposições genéticas podem ser influenciadas por fatores ambientais, demandando atenção especializada do mercado”, explica Gustavo Sá.

As obras do novo espaço já estão em andamento, com previsão de conclusão em cerca de oito meses, e o projeto visa criar um ambiente repleto de contato com a natureza, para que os pacientes possam se desconectar da rotina urbana e se concentrar no cuidado da saúde.

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