Anúncio
Anúncio
Como A Nyse Apostou Tudo Em Cripto E Revoluciona Wall Street

Como A Nyse Apostou Tudo Em Cripto E Revoluciona Wall Street

Anúncio
Anúncio

Como a NYSE, uma instituição centenária de Wall Street, investiu pesado em criptomoedas

Apesar de ser símbolo de um mercado centralizado e tradicional, a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) tem se tornado um inesperado centro de influência no universo das criptomoedas. Fundada há 233 anos, a NYSE está passando por uma transformação profunda com a adoção da tecnologia blockchain, que respalda ativos digitais como o bitcoin.

Mesmo com um modelo histórico pautado em operações presenciais e horários limitados — fechando nos fins de semana —, a bolsa tem investido tensamente em ativos digitais e na criação de plataformas que operam 24 horas por dia, sete dias por semana, procurando redesenhar a estrutura que ajudou a estabelecer ao longo dos séculos.

Anúncio
Anúncio

Michael Blaugrund, vice-presidente de iniciativas estratégicas da Intercontinental Exchange (ICE), empresa que controla a NYSE, acredita que a aposta em blockchain representa a próxima grande evolução do mercado, que vai da fase analógica ao eletrônico e agora avança para o digital. Segundo ele, é altamente provável que essa tecnologia se torne fundamental em diversas operações da bolsa, desde negociação até liquidação e formação de capital.

Esse posicionamento é liderado por Jeffrey Sprecher, fundador e CEO da ICE, e resultou em um investimento de cerca de US$ 200 milhões na exchange cripto OKX em março. Essa aquisição avaliou a OKX em US$ 25 bilhões, mesmo depois da corretora ter pago mais de US$ 500 milhões para encerrar uma investigação federal.

Essa estratégia da NYSE insere-se num movimento maior de Wall Street, onde apostas consideradas antes polêmicas, como criptomoedas e mercados de previsão, começaram a ganhar espaço diante de regulações mais flexíveis e da demanda crescente por opções de investimento mais arriscadas.

Investimento significativo em criptomoedas

As iniciativas da NYSE em cripto chegam em um momento complicado, pois o bitcoin sofreu seu pior início de ano desde 2018, com cotações recentes em torno de US$ 75 mil, distantes dos US$ 126 mil máximos de outubro. Ainda assim, o interesse dos investidores institucionais permanece firme. Recentemente, a Nasdaq firmou parceria com a exchange Kraken para explorar ações tokenizadas, enquanto bancos como JPMorgan Chase e Bank of America avaliam emitir stablecoins próprias.

Em um encontro em Londres em dezembro, Sprecher, da ICE, e Star Xu, fundador da OKX, identificaram afinidades pessoais e profissionais, consolidando ainda mais a colaboração. Em breve, a ICE começará a licenciar preços de cripto da OKX e desenvolverá contratos futuros regulamentados nos EUA baseados nesses ativos. Além disso, a OKX poderá facilitar o acesso a futuros da ICE e ações tokenizadas da NYSE, acelerando a digitalização dos ativos reais via blockchain.

A NYSE também firmou parceria com a Securitize para criar uma plataforma de valores mobiliários tokenizados, que opera 24 horas por dia com liquidação instantânea, utilizando stablecoins.

Expansão para mercados de previsão

Ampliando ainda mais sua atuação em setores emergentes, a bolsa apostou em mercados de previsão — plataformas que possibilitam apostas em eventos políticos, esportivos, entre outros. Em outubro, a ICE anunciou investimento de até US$ 2 bilhões na Polymarket, cuja avaliação chegou a US$ 9 bilhões.

Essa parceria surgiu após investigações federais. Em novembro de 2024, o fundador da Polymarket, Shayne Coplan, teve seu apartamento vasculhado pela polícia em uma investigação que posteriormente foi arquivada. Sprecher entrou em contato para reforçar que Coplan havia sido indevidamente acusado, destacando o contraste entre a austeridade da NYSE, criada em 1792, e a inovação moderna da fintech de Coplan.

Os mercados de previsão ainda enfrentam debates regulatórios sobre sua caracterização como jogos de azar, mas a NYSE seleciona apostas sobre temas menos controversos, como clima e resultados corporativos.

Histórico de investimentos e desafios

A participação da ICE em setores inovadores começou antes, em 2015, com um investimento na Coinbase, que proporcionou retorno de cerca de US$ 900 milhões ao vender sua fatia em 2021. Nem todos os investimentos ocorreram sem percalços: a Bakkt, plataforma criada pela ICE em 2018 para futuros de bitcoin, enfrentou dificuldades financeiras, mudanças estratégicas e chegou a receber alertas para saída da própria NYSE. Atualmente, a Bakkt tenta se reestruturar focando em infraestrutura baseada em inteligência artificial, mas o futuro da plataforma ainda é incerto.

Ao experimentar com ativos digitais e novas tecnologias, a NYSE está assumindo riscos consideráveis para se manter relevante e liderar a próxima era dos mercados financeiros globais.

Fonte

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Rolar para cima