IBGE, AGU e outros: quais concursos públicos ainda estão previstos para 2026
O ano de 2026 começou movimentado para os candidatos interessados em concursos públicos no Brasil. Nos primeiros meses, diversos certames já tiveram seus editais divulgados, encerraram inscrições ou realizaram provas, concentrando uma grande parte das oportunidades no primeiro trimestre.
No entanto, a expectativa é que o ritmo continue intenso. Vários órgãos federais possuem concursos programados para os próximos meses, e há também diversas solicitações de autorização em análise junto ao governo, sinalizando novas possibilidades ao longo do ano.
Um levantamento feito pela Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames (Aconexa) estima que mais de 230 mil vagas estarão disponíveis em 2026, abrangendo seleções federais, estaduais e municipais.
Concurso IBGE
Entre as seleções mais aguardadas está a do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que passou por alterações no planejamento inicial. A oferta inicial de 39.108 vagas temporárias, destinadas ao Censo Agropecuário e ao levantamento da população em situação de rua, foi ajustada para 36.946 oportunidades.
O instituto esclareceu que o número anterior representava uma estimativa máxima, que foi revisada após avaliações técnicas levando em consideração critérios operacionais e a disponibilidade de recursos públicos.
Além disso, houve mudanças no cronograma para contratação da banca organizadora, que foi adiada de março para abril, com o período para envio de propostas aberto entre 6 e 17 de abril.
Espera-se que o edital seja lançado em maio, com a publicação dos resultados finais prevista para novembro. O processo seletivo será simplificado e incluirá provas objetivas, geralmente com cerca de 60 questões de múltipla escolha. O IBGE projeta cerca de 364 mil candidatos inscritos.
Controladoria-Geral da União (CGU)
A CGU informou que mantém em trâmite um pedido de autorização para realizar concurso público destinado a auditor federal de finanças e controle e técnico federal de finanças e controle. Até o momento, não há detalhamento quanto ao número de vagas nem previsão para o lançamento do edital, visto que aguarda a autorização do Ministério da Gestão.
Advocacia-Geral da União (AGU)
A AGU também aguarda resposta do governo para avançar com novo concurso público. O pedido inclui um total de 668 vagas, sendo 265 para carreiras jurídicas e 403 para cargos administrativos. Esses cargos administrativos abrangem funções como analista técnico-administrativo, administrador, contador, economista, estatístico, arquiteto, engenheiro, jornalista e médico. Os pedidos foram encaminhados ao Ministério da Gestão durante 2025 e ainda não obtiveram retorno.
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
A Anac informou que solicitou autorização para concurso em maio de 2025, mas ainda não recebeu confirmação para a realização do certame em 2026. A proposta contempla 228 vagas para especialista em regulação, 104 para analista administrativo, 103 para técnico em regulação e 60 para técnico administrativo, além da formação de cadastro de reserva. O órgão aguarda posicionamento governamental para dar continuidade ao processo.
Banco Central do Brasil
O Banco Central segue com um pedido enviado em 2025 que prevê a abertura de 560 vagas abrangendo os cargos de técnico, auditor e procurador. De acordo com o BC, essa demanda está relacionada à redução do efetivo por conta principalmente de aposentadorias. A autorização oficial ainda não foi concedida.
Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
A Abin confirmou também possuir pedido em análise para o preenchimento de carreiras ligadas à inteligência. Entretanto, não há definição sobre número de vagas, cargos atendidos ou cronograma para lançamento de edital, sendo ainda incerta a execução do concurso em 2026.
Impacto das eleições no calendário de concursos
Embora a legislação atual não impeça a realização de concursos durante o ano eleitoral, há restrições sobre nomeações e posses nos três meses que antecedem a votação. Como o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, fica vedado o início nas funções entre 4 de julho e 5 de janeiro de 2027. Essa regra deve fazer com que órgãos concentrem lançamento de editais e conclusão de etapas ainda no primeiro semestre.



