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Crédito Sustenta Atividade Econômica Forte No Brasil No 1º Tri

Crédito Sustenta Atividade Econômica Forte No Brasil No 1º Tri

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Crédito impulsiona a atividade econômica e surpreende no primeiro trimestre, afirma economista Samuel Pessoa

A economia brasileira apresentou um desempenho mais robusto do que o previsto no primeiro trimestre de 2026, graças a políticas de crédito e estímulos fiscais implementados pelo governo, segundo análise do economista Samuel Pessoa no programa Macro em Pauta da EXAME.

Mesmo diante de uma taxa de juros alta, diversos indicadores de atividade econômica, mercado de trabalho e consumo surpreenderam positivamente, mostrando uma resiliência incomum para o atual cenário.

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O papel do crédito na sustentação da economia

De acordo com Pessoa, a expansão do crédito tem sido o principal fator a sustentar a atividade econômica. Um componente importante dessa dinâmica é a maior facilidade de acesso ao financiamento, principalmente para as famílias brasileiras.

Um grande exemplo é o aumento do crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT). Esse tipo de crédito tem como garantia a multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que diminui o risco das operações para as instituições financeiras e facilita a concessão dos empréstimos.

Segundo Pessoa, os dados indicam que esse tipo de crédito está sendo efetivamente utilizado como um motor da atividade econômica neste começo do ano.

Estímulo combinado entre crédito e gastos públicos

O economista ressalta que a combinação entre crédito mais acessível e maior gasto público ajuda a explicar o porquê da economia estar demonstrando mais resistência do que se imaginava, mesmo com a elevação da taxa básica de juros.

Além do crédito consignado, outras medidas como a ampliação do acesso ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida e iniciativas de renegociação de dívidas, exemplificadas pelo programa Desenrola, contribuem para liberar renda às famílias e amenizar o comprometimento financeiro, fortalecendo a demanda interna.

Funcionamento do crédito como estímulo

Na prática, o aumento do crédito age diretamente como um estímulo à demanda, permitindo que as famílias antecipem o consumo, mesmo em um cenário com juros elevados. Muitas decisões de compra, tais como bens duráveis ou imóveis, são menos sensíveis à taxa Selic e mais dependentes das condições de crédito oferecidas.

Desafio para o Banco Central diante do cenário

Porém, esse estímulo traz um efeito colateral: a pressão sobre os juros. Ao manter a atividade em um patamar elevado, o crédito atrasa a desaceleração da economia e, consequentemente, dificulta o controle inflacionário por meio da alta da taxa básica de juros.

Assim, o Banco Central acaba tendo que manter uma política monetária mais restritiva por tempo prolongado, para evitar pressão inflacionária persistente.

Samuel Pessoa destaca que há um desalinhamento entre a política fiscal, que estimula o consumo, e a política monetária, que pretende conter a inflação. Este descompasso pode exigir maior cuidado na condução da taxa Selic, indicando que sua redução será gradual na medida em que o Banco Central tente equilibrar o comportamento da atividade econômica com o controle inflacionário.

Fonte

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